No Porto de Luanda: SIC apreende navio e detém capitão de embarcação de bandeira camaronesa por homicídio
Efectivos do Serviço de Investigação Criminal (SIC), colocados no Porto de Luanda, em coordenação com a Polícia Fiscal Aduaneira, apreenderam, na manhã de sábado (03), um navio rebocador, de bandeira camaronesa e detiveram o capitão, identificado por Filiph Assutaye, de 44 anos de idade, de nacionalidade nigeriana, acusado de homicídio negligente, em que foi vítima um marinheiro angolano, que atendia pelo nome Oliveira Kiamboto, de 42 anos de idade.
Por: Cambundo Caholua
Os factos ocorreram quando o acusado, capitão do navio com o rol de matrícula IMO77///77, na altura, quando se encontrava na orla marítima angolana, isto em Maio de 2024, a rebocar algumas barcaças e na tentativa de realizar uma manobra, sem auxílio e o mínimo de cuidado, embateu contra uma chata em que a vítima era o capitão, tendo causado morte imediata, informou o Porta-voz do SIC-geral, Superintendente-chefe Manuel Halaiwa.
No entanto, o mesmo, após ter cometido o crime, colocou-se em fuga e seguiu o seu destino com a referida embarcação até à Nigéria.
Segundo Manuel Halaiwa, foi por via de informações prestadas pelo comando da polícia fiscal que havia um navio na orla marítima angolana, localizado nos arredores da Barra do Dande que as forças tomaram diligências.
Assim que as forças desdobraram-se até ao local, foi possível confirmar que a referida embarcação é a mesma que em Maio envolveu-se no acidente que causou a morte do marinheiro, e estava de regresso ao território angolano.
Tão logo se confirmou, os operacionais apreenderam o navio rebocador “Ruth” de bandeira camaronesa, bem como detiveram o nigeriano por ter feito parte do acto criminoso.
"Em sede do cumprimento de um mandado de revista, busca e apreensão e consequente mandado de detenção, foi detido o cidadão de nacionalidade nigeriana e capitão do navio rebocador Ruth, de bandeira camaronesa", explicou o Porta-voz.
“Como se trata da morte de um cidadão nacional e o crime ocorreu em Angola, o acusado vai responder por este facto criminoso em território angolano”, observou.
O Porta-voz explicou que o SIC vai apurar a proveniência da embarcação, uma vez que, até ao momento, o que se sabe é que vinha para rebocar uma barcaça cujo o destino é Camarões.
“Temos informações que na altura dos factos terá levado barcaças não legalmente autorizadas, é um outro elemento novo que vai ser despoletado", ressaltou.
O Na Mira do Crime sabe que, para além do capitão, no mesmo navio, havia mais pessoas que, posteriormente serão colocados em liberdade por não terem ligação com o crime.










