SIC detém quatro efectivos do DIIP acusados de protegerem chineses ‘mineradores’ de criptomoedas
O Serviço de Investigação Criminal (SIC), através da sua Direcção Central de Combate aos Crimes Informáticos, em cumprimento de um Mandato de Revista, Busca e Apreensão, numa coordenação operativa com o Gabinete de Cibercrime da PGR, PNA, SINSE, CISP, ENDE e SIC- Luanda, desmantelou, no município dos Mulenvos, zona do Porto Seco, nas proximidade da subestação eléctrica aí existente, um estaleiro clandestino de mineração de criptomoedas, onde estão instalados dois PT's de energia eléctrica de alta potência, que alimentavam cinco naves de mineração.
Por: Belchior Resende
De acordo com o porta-voz do SIC-Geral, Superintendente-chefe, Manuel Halaiwa, os cidadãos chineses tinham, aparentemente uma actividade lícita, que é a de montagem de linhas eléctricas nas províncias de Luanda, Benguela e Zaire, e aproveitaram-se desta licença de actividade no sector eléctrico, e montaram, de forma clandestina, um estaleiro composto por nove contentores (naves), onde estavam instaladas mais de 1600 processadores.
“Em sede do cumprimento, no local, foram detidos nove cidadãos, sendo cinco estrangeiros de nacionalidade chinesa, que lideram a referida a empresa, e quatro efectivos da Polícia Nacional, colocados no DIIP, acusados de acobertarem a prática ilícita”, sublinhou
Referiu que, antes da operação, que foi liderada por dois magistrados, os chineses haviam tomado conhecimento da operação e apressaram-se a na desmontagem destes materiais, mas foram encontrados alguns montados.
“Estamos a falar de um transformador de 800 kv que foi desmontado e transportado de um lugar para outro, um PT desligado da rede pública, e mais um que foi encontrado ligado na rede pública”, observou.
Explicou que estes Pts alimentavam às cinco naves, por causa da potência dos processadores para elevarem a sua capacidade de alta precisão de mineração
“Detectamos que esconderam cerca de 12 mineradores no sótão de uma residência, onde também estava escondida uma cidadã chinesa”, descobriu.
Quanto aos indivíduos do DIIP, o oficial do SIC esclareceu que os mesmos tentaram obstruir a investigação que se realizava no local, e há fortes indícios de serem os que dão cobertura a actividade de criptomoeda no local
“O Magistrado estava no local e deu ordem de detenção, e agora serão presentes ao Ministério Público com intuito de formalizar à queixa”, asseverou.
Foi apreendido o estaleiro, o seu equipamento e quatro viaturas que eram utilizadas pelos chineses.
A operação foi dirigida por dois magistrados, sendo o do Gabinete de Cibercrime da PGR e do Ministério Público, junto da Direcção do SIC.









