Numa casa de pesagem: Adolescente de 17 anos morre com golpes de faca no pescoço por se recusar entregar 200 kwanzas e fio de cobre
O Serviço de Investigação Criminal (SIC), em Luanda apresentou, na manhã desta quarta-feira, 22, um cidadão nacional de 20 anos de idade, por supostamente assassinar um adolescente de 17 anos de idade, que em vida atendia pelo nome Eugénio Brito Monteiro, por se recusar a entregar um fio de cobre e 200 kwanzas, isto no município do Kilamba Kiaxi, bairro Golf 2, no interior de uma casa de pesagem.
Por : Solange Figueira
De acordo com o Porta-voz do SIC-Luanda, Superintendente-chefe, Fernando Carvalho, o acusado foi detido no dia 11 de Janeiro do ano em curso, após cometer o crime.
“O crime ocorreu na comuna do Golf 2, e às investigações apuraram que o malogrado foi morto por volta das 17 horas, no interior de uma casa de pesagem de material ferroso (sucatas), quando a vítima se deparou com o seu predador”, informou.
O acusado terá pedido um fio de cobre à vítima e 200 kwanzas, que lhe foi negado, gerando desentendimento entre os dois.
“Ele estava em posse de uma faca de cozinha, e brutalmente desferiu dois golpes nas regiões das costas e no pescoço da vítima, causando ferimentos graves, o malogrado não aguentou a gravidade dos ferimentos, ainda foi socorrido até a uma unidade hospitalar, mas acabou por morrer horas depois”, descreveu.
Segundo a mãe do falecido, Teresa Monteiro, viúva, não trabalha e tem nove filhos, Eugénio, malogrado, era o seu filho caçula, e fazia trabalhos de recolha de material ferroso para pesagem, a fim de ajudar nas despesas de casa.
"O meu filho não conhecia o moço que o matou, as pessoas que estavam no local dizem que eles discutiram por causa de um fio de cobre e de 200 kwanzas, por ele não aceitar dar ao jovem, ele o cafricou, levou-o até a um canto, e de seguida começou a esfaqueá-lo sem dó e nem piedade, peço as autoridades que o assassino do meu filho continue preso, e pague pelo crime bárbaro que cometeu", chorou.
Manuel Brito, irmão da vítima, apela por justiça e pede que a família do acusado apareça, para arcar com os gastos que a família fez no decorrer do óbito.
"Meu irmão era calmo, não era de grupo, nós os mais velhos não vivemos com a nossa mãe, ele por ser caçula vivia com ela, fazendo trabalhos de procura de material ferroso para pesagem, era ele quem ajudava na alimentação de casa".
Acusado diz que faz parte do grupo “Cinquentinha”
Carlos, de 20 anos de idade, é o autor do crime. Em entrevista ao Na Mira do Crime, alegou que matou o Eugénio por legítima defesa.
“Faço parte do grupo os Cinquentinha, consumo bebidas alcoólicas, fumo cigarro normal e liamba, estou arrependido por matar o jovem, não o conhecia, o matei porque pedi o fio de cobre e 200 kwanzas ele rejeitou”, assumiu, acrescentando que, só agiu daquela forma porque, quando estava a ir embora, “ele deu-me com uma muleta no braço, depois atirou-me com um bloco na cabeça, perdi os sentidos, quando acordei desferi o golpe de faca apenas nas costas, não imaginei que ele ia morrer, avisei que era mais velho dele, pelo corpo e pela idade, eu estava alcoolizado, tinha consumido whisky.
O criminoso disse ainda que não é a primeira vez que vai preso, é a segunda vez, “a primeira vez roubei chapas de um vizinho, nunca matei ninguém”, concluiu.










