Terror no Zango: Funcionário do Aproveitamento Hidroeléctricos de Caculo Cabaça assassinado com tiro na cabeça em frente aos filhos no Zango II
Um cidadão que em vida atendia pelo nome Luís João Neto, de 48 anos de idade, residente na província de Icolo e Bengo, município de Calumbo, distrito do Zango 2, rua 13, chefe dos transportes da empresa de fiscalização do Aproveitamento Hidroeléctricos de Caculo Cabaça (AHCC), foi assassinado na madrugada desta segunda-feira, 27, no interior da sua residência, com tiro na cabeça, em frente aos filhos, por marginais ainda não identificados.
Por: Solange Figueira
Luís Manuel, filho mais velho da vítima, de 22 anos, explicou que a família estava em casa a dormir quando ouviram barulho no quintal, e o “pai presumiu que havia entrado marginais em casa, de seguida os marginais começaram a martelar o gradeamento da janela do meu quarto, e a disparar contra a minha família, pedindo a todo momento as chaves do carro (Hiace Quadradinho), depois de arrombaram o gradeamento os meliantes entraram dentro de casa e começaram a efectuar disparos, fizeram 8 tiros”, narrou.
Isabel João Pereira, esposa do malogrado, ouvida pelo Na Mira do Crime, explicou que o marido queria dar as chaves que os marginais tanto pediam, mas por causa da confusão e da pressão, acabou por esquecer aonde havia metido as chaves do carro.
"Procuramos as chaves nos quartos e em todos os sítios, mas não aparecia, não sei se era nervosismo, mas ele esqueceu onde tinha colocado, um dia antes o meu marido alertou que tinha ocorrido um assalto na rua detrás, e deu ordem que atendêssemos a cerveja apenas até às 18horas, e assim o fizemos, pedimos muito por socorro em todos vizinhos, mas ninguém saiu para nos acudir”, lamentou.
Segundo a nossa entrevistada, os vizinhos explicaram que a rua estava controlada, tinha marginais armados nas portas dos vizinhos, e na rua detrás, eles controlavam os movimentos.
“Eles ameaçavam a minha filha de 15 anos de morte, ainda dei 150 mil kwanzas, entreguei os telemóveis, mas antes de irem embora, dispararam contra a cabeça do meu marido em frente dos filhos”, chorou, acrescentando que, tão logo o esposo caiu sem vida, encontraram a chave do carro debaixo da cabeça dele.
“Clamo por justiça, ele era meu marido do sofrimento, estamos juntos há 17 anos, deixou seis filhos, tiraram-me o meu pilar, o meu porto seguro, peço justiça, socorro”, lamentou.
Luís Manuel, explicou ainda que não é a primeira vez que são assaltados, “os marginais nunca entraram dentro da residência, é a primeira vez, o meu pai vendia bebida a grosso, a minha mãe vende bebida a retalho, dos assaltos que já sofremos em casa os gatunos levavam apenas grades de cerveja, desta vez vieram mesmos para matar, os bandidos não tem noção do que fizeram, eles destruíram a nossa família”, deplorou.
Ângela Manuel, de 15 anos de idade, filha do malogrado, conta que o seu pai pediu para que a mãe e os irmãos ficassem escondidos no outro quarto, debaixo da cama.
"Dormimos sempre com as lâmpadas apagadas, a mamã estava connosco, um dos bandidos puxou-me debaixo da cama e pôs-me uma arma na cabeça, disse que tinha matado o papá e que queriam dinheiro, levaram dois telemóveis, depois da mamã dar o dinheiro eles foram embora", recordou a pequena.
A nossa equipa de reportagem deslocou-se até a esquadra do Mindef, no Zango2, e contactou o comandante da esquadra, Pedro Vasco Domingos, que informou que as investigações estão em curso, a fim de determinar os autores do crime.










