Em Cacuaco: Intendente da Polícia Nacional assassinado a tiro por elementos desconhecidos
Um efectivo da Polícia Nacional que em vida respondia pelo nome Faustino Neves Mafuani, carinhosamente chamado por tio Nelson, de 45 anos de idade, colocado no Comando Geral da Polícia Nacional de Angola, ostentando as patentes de Intendente, morador das Quinhentas Casas, junto ao colégio Nova Luz, comuna do Kicolo município de Cacuaco, foi morto a tiro na manhã de domingo, 16, por indivíduos ainda não identificados.
Por: Kihunga Bessa
Aos prantos, Isabel Domingos Fernando, esposa do malogrado, explicou ao Na Mira do Crime que o facto ocorreu por volta das 06 horas e 20 minutos, depois que a vítima saiu de casa, com a sua pistola, sem despedir a família para onde ia.
"Quando eram 6 horas, o meu esposo acordou, foi a casa de banho, lavou o rosto, vestiu-se, pegou na sua pistola e saiu sem dizer para onde ia", frisou.
“Estamos admirados porque sábado, 15, ele passou os códigos dos cartões multi-caixa e do telemóvel, coisa que nunca fez antes, isto chamou-me atenção”, explicou.
Outro sim, avançou a esposa, é que normalmente nos finais de semana o infeliz nunca saiu de casa tão cedo, tal como no dia da sua morte.
"Quando vi o telefone dele na casa de banho, tentei segui-lo, mas infelizmente não o vi, então avisei ao meu cunhado, seguimos até mais em frente também não o alcançamos", recordou, salientando que, quando regressavam, depararam-se com alguém a informar que nas imediações das antigas bombas de combustível balearam um cidadão na região do abdómen.
"Procurei saber as características, tão logo o jovem descreveu, desconfiamos que era ele, fomos até ao local, mas infelizmente o encontramos no chão, já morto, com a sua pistola na cintura e o cartão multicaixa no bolso", disse.
Conta ainda que no mesmo dia a família dirigiu-se até a esquadra das Quinhentas Casas e participaram a ocorrência, e foram encaminhados ao Comando Municipal de Cacuaco, no piquete do SIC, onde se abriu o processo n° 748/25Cc.
Os familiares desconfiam que o autor do Crime seja alguém próximo, pelo facto de não levarem nada da vitima, de igual modo desconhecem as motivações que levaram os supostos marginais a cometerem o crime.
"Queremos que seja feita a justiça, que os autores do crime apareçam e que sejam responsabilizados criminalmente", clamaram.
Importa referir que a vítima deixa 16 filhos e duas viúvas.










