Não se recorda o motivo da discussão: Jovem de 20 anos mata amigo a facadas “porque estava bêbado”
Efectivos do Serviço de Investigação Criminal (SIC), colocados no município do Kilamba Kiaxi, detiveram um cidadão de 20 anos de idade, identificado por Aguinaldo Júlio, implicado no crime de homicídio qualificado, em que foi vítima o jovem José Evaristo, de 20 anos de idade, facto ocorrido no bairro Pia Marta, município do Kilamba Kiaxi, no dia 6 do mês em curso.
Por: Solange Figueira
Segundo o Porta-voz do SIC em Luanda, Superintendente-chefe Fernando Carvalho, tudo começou na madrugada de quinta-feira (6), por volta das 3 horas da madrugada, quando o infeliz e os amigos, divertiam-se numa feira denominada "Luvo".
Informou que o acusado também estava na referida feira e, após algumas horas de convívio, já sob efeito de embriaguez, criou um alarido que originou numa discussão com a vítima.
Logo a seguir, o homicida, sem dó nem piedade, segurou numa faca de cozinha, e desferiu vários golpes na região do abdómen do infeliz, causando ferimentos graves.
De seguida, a vítima foi socorrido até a uma Unidade Hospitalar, onde horas depois acabou por falecer.
O acusado, ao falar ao Na Mira do Crime, assumiu que cometeu o crime porque estava em estado de embriaguez.
"Faço parte de um grupo no Golfe, os 'MM', o Jovem que morreu era meu amigo, não estávamos na rua, estávamos na feira do Luvo, onde aconteceu uma luta de rixa, ele falou algo para mim, que não me lembro por estar bêbado, só sei que acordei na prisão, tudo que sei foi contado pelas pessoas, estou muito arrependido e peço perdão a família", reconheceu.
"Meu filho era muito jovem para morrer deste jeito, na quinta-feira ele despediu em casa que estava a ir sentar com os amigos na rua, não entendo, até hoje, quais foram as verdadeiras razões que levaram este moço tirar a vida dele, o José era calmo e obediente, era muito querido por todos, quero meu filho de volta", implorou por justiça o pai do malogrado, José Quioma.
Das diligências gizadas pelo SIC, foi possível proceder a detenção do acusado, que, posteriormente, foi presente ao Ministério Público e ao Juiz de Garantias, que aplicou a medida de coacção mais gravosa, a prisão preventiva.










