Vietnamitas falsificam datas de validade de sacos de arroz e escravizavam sexualmente angolana que era obrigada a dormir com as galinhas
Efectivos da Direcção de Investigação de Ilícitos Penais (DIIP), numa micro-operação realizada na tarde desta segunda-feira, 24, na província de Icolo e Bengo, município de Calumbo, bairro Zango1, desmantelaram um grupo de cidadãos vietnamitas, envolvidos nos crimes de atentado contra saúde pública e falsificação de datas de validade de sacos de arroz.
Por: Ngunza Chipenda
De acordo com as autoridades, os factos decorrem desde o passado dia 12 de Fevereiro do ano em curso, quando por meio de uma denúncia, tomaram conhecimento da existência de uma residência habitada pelos acusados, onde se tem feito a adulteração de arroz já caducado, facto que despoletou um acompanhamento para criar um flagrante.
Depois de ser confirmado que os acusados estavam a peneirar o arroz caducado, para voltar a ser ensacado em outros sacos com datas falsificadas para a sua introdução no mercado informal, de imediato deslocou-se uma equipa do DIIP, e foi possível flagrar os acusados, e de imediato deu-se a ordem de detenção e a apreensão do respectivo arroz e outros meios usados para o efeito.
Quem são os acusados?
O Na Mira do Crime identificou os cidadãos vietnamitas como sendo Ngu yen Tan khien, casado, de 35 anos de idade, residente em Icolo e Bengo, município de Calumbo, bairro Zango 1, Aloen, casado, de 47 anos de idade, residente na província de Icolo e Bengo, município de Calumbo, bairro Zango1 e Nguyen Xdan Pilu, casado, de 38 anos de idade.
Angolana abusada sexualmente pelos vietnamitas
No local, as autoridades encontraram uma jovem angolana de 19 anos de idade, proveniente da província da Huíla, que vive com os vietnamitas desde os 16 anos.
A jovem não se comunica em português, apenas em umbundo e nhaneca-humbe.
Em contacto com as autoridades, explicou que foi levada por uma irmã, que depois a abandonou os cidadãos asiáticos.
A jovem dorme num tampo de madeira (porta), que serve como sua cama. A casa de banho e o espaço onde circula, é partilhada com animais domésticos “galinhas”.
Em conversa mantida com a mesma, explicou que é abusada sexualmente pelos três vietnamitas.
O Na Mira sabe que a jovem foi levada pelos serviços de acção social do município de Calumbo.









