Desaparecido há mais de 10 dias: Corpo de motorista da Yango encontrado na Morgue Central com sinais de espancamento
O corpo do cidadão nacional que em vida atendia pelo nome John Martins, de 34 anos de idade, morador da centralidade Zango 8 mil, município de Calumbo Província de Icolo e Bengo, motorista de táxi personalizado (Yango), foi encontrado na Morgue Central de Luanda, com sinais de espancamento,na manhã de sexta-feira, 07, 12 dias depois do seu desaparecimento.
Por: Kihunga Bessa
Falando em exclusivo para o Na Mira do Crime, Emanuel Vaz, tio do malogrado, conta que o seu sobrinho prestava serviços de táxi personalizado na empresa Yango, há quatro anos, e tudo aconteceu quando no pretérito dia 22 de Fevereiro do ano em curso saiu de casa para mais uma actividade laboral. " Só que neste dia ele foi e não voltou, e como não era habitual dormir fora começou a nos preocupar", informou. Salientou ainda que no dia seguinte começaram às ligações para saberem se esteve em alguma casa de um familiar, mas não foi possível a sua localização.
No terceiro dia, contou, começaram às buscas em hospitais e esquadras. " Durante estes dias, não tínhamos desconfiança que estivesse morto, a nossa esperança era encontrá-lo vivo", realçou.
O tio, explicou que a "ficha" caiu na quinta-feira, 06, quando grupo decidiu procurar na morgue central. "Lá havia alguém com as características do malogrado, visto que o corpo já não era reconhecível devido o estado de putrefação", observou. "Na sexta-feira, 07, fomos lá junto com alguns efectivos do Serviço de Investigação Criminal (SIC), e procuramos na câmara 5, onde o encontramos e conseguimos identificar ", disse. Acrescentou que, no local, através do piquete do SIC, a família procurou saber a proveniência do corpo, e foram informados que o cadáver foi recolhido na zona de Icolo e Bengo, sem detalhes do local exacto. Emanuel, diz que a família tomou conhecimento que a viatura foi encontrada na zona da Mulemba vulgo (14), com vestígios de sangue no interior da mesma. " Supostamente eles o mataram mesmo no carro, deitaram o corpo numa zona isolada junto a uma lagoa, e levaram a viatura, mas começou a aquecer e acabaram por abandonar aí", deduziu, clamando pela justiça. Revelou que, na segunda-feira, 10 , está reservada para a realização da autópsia que poderá determinar tudo, e a família terá aberto um processo no comando municipal do Cazenga, mas que o mesmo já tramita no Comando Provincial de Luanda, e estes aguardam o esclarecimento do caso por parte das autoridades. Este jornal contactou o porta-voz voz do SIC Luanda, Superintendente-Chefe Fernando Carvalho, para saber mais sobre o caso e este promete pronunciar-se em breve.










