Fiscais do parque da Quissama acusados de assassinar cidadão de 37 anos por realizar caça furtiva
Os fiscais ambientais que controlam o parque nacional da Quissama estão a ser acusados de terem matado a tiro, depois de ser agredido, um cidadão nacional que em vida respondia pelo nome Francisco Cazenmba Cardoso, de 37 de anos de idade, morador do bairro Alegre município do Sequele, Província de Icolo e Bengo. O cidadão em causa realizava caça furtiva no parque em questão.
Por: Kihunga Bessa
Ilda José Honga, esposa do malogrado, conta que o seu marido realiza caça há dois anos e, no final do mês de Fevereiro do ano em curso, saiu de casa com um vizinho que também era seu colega da actividade como era de hábito.
De acordo com a esposa, o facto ocorreu por volta das 09 horas do dia 06 do mês em curso, e a família teve conhecimento apenas no período de tarde.
"Avisaram-nos que um dos caçadores foi alvejado, na manhã do dia 07, e a família foi para lá para tentar perceber o que realmente se passou. Infelizmente, encontramo-lo morto com sinal de espancamento e tiro na região do rins", disse, acrescentando que o corpo passou todo dia no local e só foi removido por volta das 16, já em estado de degradação, tudo porque os fiscais do referido parque não aceitavam que fosse removido sem a presença do amigo que se encontra foragido.
Dedos acusadores, apontam os fiscais do referido parque de serem os supostos autores do bárbaro crime que vitimou o infeliz.
Segundo um dos irmãos que acompanhou o processo da remoção, enquanto falava para nossa reportagem, informou que até por volta das 23 horas o corpo ainda se manteve na viatura da remoção com mais outro cadáver recolhido naquela zona, e seguia para Luanda onde possivelmente terá sido depositado na morgue central.
"Quando chegamos lá, fomos informados pelos moradores que foram perseguidos pelos fiscais e o meu esposo foi alcançado agredido e alvejado até à morte", frisou.
Os familiares clamam por justiça e que os autores sejam responsabilizados criminalmente.
O Na Mira do Crime sabe que a situação já é do domínio das autoridades locais que estão no encalço dos autores, numa altura em que a família pede ajuda para a realização do funeral do seu ente querido.










