2° Cabo da Marinha assassinado no Mirú com facada no pescoço: Marginais arrancaram os testículos do malogrado e partiram um braço
Um cidadão nacional que em vida atendia pelo nome Carlos Nganga Muaty “Lugui”, de 29 anos de idade, efectivo das Forças Armadas Angolanas (FAA), ostentando a patente de 2° cabo, colocado na Segunda Região Militar Norte da Marinha de Guerra, município do Soyo, província do Zaire, foi brutalmente espancado e assassinado com facada no pescoço, na noite de quarta-feira, 05 do mês em curso, por elementos de um grupo de marginais considerados altamente perigosos, estacionados no bairro Mirú, rua dos charmosos.
Por: Carlos Quicuca
O facto aconteceu quando o militar despediu a sua mãe que ia ao banco levantar valores para fazer às compras “dos deveres da sua noiva”, que se encontra grávida de três meses.
Ao regressar, decidiu parar num bar próximo de casa, onde encontrou os supostos marginais que também o conheciam, e lá ficou a consumir e a pagar bebidas alcoólicas.
Por volta das 23 horas, decidiu voltar para casa, mas, o que não sabia é que os marginais, se apercebendo que ele tinha valores monetários decidiram segui-lo e, num ângulo mais escuro, anunciaram o assalto.
“Começaram a agredi-lo com pedras, paus e catanas. Ele ainda tentou lutar, mais estava em desvantagem, os bandidos queriam o cartão multicaixa e o pin, como não conseguiram, partiram-lhe o braço esquerdo, arrancaram os testículos e em seguida espetaram uma faca no pescoço”, chorou a mãe do malogrado, Margarida Ngueve, de 45 anos de idade, visivelmente abalada
Segundo testemunhas, os vizinhos só se aperceberam quando eram 2 horas da madrugada, quando se depararam com o corpo na via pública, e avisaram os familiares da vítima e a polícia.
De acordo com fontes, após diligências da polícia da esquadra do Mirú, o líder do grupo “U.T.M”, apontado como principal suspeito do crime foi detido na sua residência, e a seguir mostrou onde estavam os seus comparsas.
O Na Mira do Crime sabe que os detidos foram apanhados ainda com vestígios de sangue no corpo, e com alguns pertences do malogrado.
O grupo é composto por vários elementos, com idade entre 28 e 19 anos de idade, e são conhecidos por realizarem assaltos na via pública e em residências, roubo a mão armada e luta de gangue.
Segundo populares, este é o segundo assassinato em menos de seis meses, perpetrado por este grupo de malfeitores, sendo que muitos moto- taxistas que circulam por Viana, evitam fazer aquele trajecto.
Familiares dos membros do referido grupo decidiram abandonar o bairro, por conta dos actos criminosos dos seus parentes, sendo que, alguns, tiveram as suas residências vandalizadas e destruídas, em retaliação a crimes cometidos pelos bandidos.
Ngueve, em prantos, exige que se faça justiça. Este jornal sabe que Carlos Nganga ingressou nas FAA em 2017, e estava em Luanda há cerca de um ano, para transição para a Polícia de Guarda Fronteira, onde já se apresentava com frequência
O funeral está previsto para a manhã desta terça- feira, 11.










