Cabeça esmagada sem olho e o corpo amarrado: Segurança brutalmente assassinado no mercado dos Kwanzas
Um cidadão nacional de 55 anos de idade, segurança de profissão, foi brutalmente assassinado na madrugada desta terça-feira, 11, junto ao mercado dos Kwanzas, num dos armazéns aí situados, no interior do seu local de trabalho, no município do Hoji-ya-Henda, em Luanda.
Por: Cambuta Vieira
O Na Mira do Crime esteve no local e ouviu moradores e pessoas próximas do malogrado.
De acordo com testemunhas, a vítima trabalhou durante o dia sem problemas aparentes, no final do dia, decidiu subir no seu casebre, dentro do armazém que guarnece, (primeiro andar) para descansar.
No entanto, nas primeiras horas desta terça-feira, as vendedeiras que aí guardam os seus negócios, bateram o portão do armazém como é costume, mas ninguém respondia.
Por volta das 06 horas e 30 minutos, o colega do malogrado que faria a renda, apareceu no local e se deparou com o corpo da vítima estatelado no chão.
Segundo um dos fiscais do mercado que falou ao Na Mira sob anonimato, explicou que subiu às escadas onde estava o corpo, e encontrou o infeliz amarrado com fios, e parte da cabeça danificada… “parece que foi agredido com bloco ou pedra, o olho saiu, a boca estava totalmente inflamado, estava sem a arma", detalhou.
Noé Dala Catende, supervisor da empresa “Auguspisi” onde o malogrado era funcionário, disse ao Na Mira do Crime que por volta das 7 horas recebeu a informação por parte de terceiros, “dando conta que o nosso funcionário foi assassinado, cheguei aqui por volta das 10 horas, encontrei os efectivos do SIC e o nosso funcionário morto, mas sem a arma”.
De acordo com o responsável, a vítima se fazia acompanhar de uma arma do tipo AKM, com o número 2307, e foi levada pelos marginas.
“Não encontrei a arma, os delinquentes levaram a mesma, o resto está tudo bem, não arrombaram o armazém”.
Quanto aos vizinhos, ouvidos pelo Na Mira, disseram que não ouviram nada, “apenas fomos acordados com gritos e essa triste notícia”, lamentaram.
Os moradores da zona afirmam que este não é o primeiro caso do género naquela circunscrição, o ano passado, um guarda de uma farmácia também foi assassinado e os marginas levaram a arma.
Neto António Pinto era funcionário da empresa Auguspisi há mais de 3 anos, e até ao fim da nossa reportagem no local, não haviam comunicado nenhum familiar, porque o malogrado não tinha telefone.










