Filho de 06 anos quer uma pistola "de brinquedo" para vingar a morte da mãe: Marginais matam à facada mulher de 36 anos durante assalto na praia Amélia
Operacionais do Serviço de Investigação Criminal (SIC), colocados na direcção municipal da Samba, detiveram dois cidadãos identificados por Sérgio António Queta "B dos Bá", de 17 anos de idade, e Osvaldo António da Costa "Didi", de 25 anos de idade, que, em companhia de mais dois comparsas em fuga "João e Nelinho", no passado dia 2 do mês em curso, cometeram um homicídio qualificado, em que foi vítima a cidadã de 36 anos de idade, que em vida atendia pelo nome Julieta Pascoal João.
Por: Cambundo Caholua
De acordo com o Porta-voz do Serviço de Investigação Criminal em Luanda, Superintendente-chefe Fernando Carvalho, o facto ocorreu no bairro da Corimba, por volta das 18 horas, quando a vítima, acompanhada de alguns familiares, saíam da praia Amélia em direcção a paragem de táxi.
No trajecto, junto ao Banco BIC, na Corimba, foram surpreendidos por quatro elementos armados com armas brancas, do tipo faca.
Na sequência, um dos familiares ainda tentou pedir socorro, no entanto, os meliantes receberam a pasta da infeliz, de cor castanha, que no interior continha um telemóvel de marca iPhone e um telemóvel analógico de marca Nokia, bem como uma quantia monetária equivalente a 17 mil kwanzas.
Em acto contínuo, não satisfeitos, desferiram golpes com faca de cozinha na infeliz, tendo atingido a região lombar e abdómen.
A vítima ainda foi socorrida para uma unidade hospitalar próxima, mas horas depois acabou por morrer.
O esposo, Miguel Joaquim Benjamim, de 40 anos, recorda a esposa como sendo uma mulher que sempre primou em não entrar em conflitos com quem quer que seja.
"Era uma pessoa super simpática, não gostava de ter mágoas com ninguém, mesmo em momentos que ela estivesse com a razão, procurava sempre ultrapassar os problemas".
Enquanto casal, explicou que ela não gostava que ficassem vários dias zangados.
Ressaltou que a morte da mulher deixou em choque os filhos e a família no seu todo, tanto é que o filho de 6 anos, ao se dirigir a uma cantina pediu que lhe comprassem uma pistola de brinquedo para matar o marginal que tirou a vida da sua progenitora.
"O meu filho mais pequeno foi levado até à cantina para comprar bolacha, e posto lá mudou rapidamente de ideia, disse que não queria mais comprar bolacha, mas sim queria comprar uma pistola de brinquedo, alegando que é para matar o bandido que tirou a vida da mãe dele", descreveu.
Sebastião João Marcelo, sobrinho da Vítima, explicou que tão logo tomou conhecimento do incidente, sem antes ter dado conta da morte da tia, foi atrás dos marginais e questionou-os se não conheciam a mesma e estes afirmaram que conheciam.
"Assim que a minha irmã, que se encontrava com a tia, pedia por socorro, como ainda estavam próximo do meu restaurante, onde saíam, fomos até ao local e encontramos a malograda estendida", começou por contar.
Continuou, "fui atrás dos meliantes e quando os alcancei, comecei a questiona-los e eles afirmaram que conheciam a minha tia, depois colocaram-se em fuga, mas o meu cunhado conseguiu encontrar um deles e levamos-lhe a esquadra".
Tando concluído que depois encontraram o outro marginal, também levaram-no a esquadra, tendo os outros dois colocado-se em fuga.
A malograda deixa viúvo e quatro filhos.
Quanto aos dois marginais em fuga, no caso João e Nelinho, o Porta-voz do SIC-Luanda garantiu que diligências estão a ser feitas para serem localizados, ao passo que os dois detidos já foram presentes ao Ministério Público que aplicou a medida de coação mais gravosa, que é a prisão preventiva.










