SIC-Cacuaco desmantela Associação Criminosa que matou segurança privado durante um assalto
O Serviço de Investigação Criminal (SIC), através da sua Direcção Municipal de Cacuaco deteve, no dia 22 de Março do ano em curso, 07 elementos com idades compreendidas entre 28 e 49 anos de idades, acusados de terem asfixiado até a morte um vigilante, que em vida atendia pelo nome António José Farias, de 54 anos de idade, quando se encontrava no seu local de trabalho, no estacionamento do armazém “Beulil Comércio Geral/Lda", no bairro Boa Esperança.
Por: Kihunga Bessa
Falando à Imprensa, o Porta voz do SIC-Luanda, Superintendente-Chefe, Fernando Carvalho, explicou que o facto ocorreu no passado dia 18 de Março do ano em curso, por volta da uma hora da madrugada.
Carvalho esclareceu que no total os elementos que participaram do homicídio eram 11, dentre os quais duas meninas, sendo que o "D4" e o "Diogo", que se encontram em fuga, foram os indivíduos que lideraram toda acção criminosa, com objetivo de assaltarem o armazém que comercializa diversos produtos alimentares.
O oficial de informação explicou também que a vítima pertencia à empresa de segurança privada denominada "Albidi e Filhos", e que a associação criminosa se fazia acompanhar de uma viatura de marca Toyota, modelo Jimbei, de cor branca, que no seu interior continha várias garrafas de gás de oxigénio e carbonetos.
"horas antes da acção, os implicados terão posto duas senhoras bem instruídas no interior do quintal, onde está situado o armazém, com objetivo de distraírem e conviverem com os seguranças", disse.
Informou que, enquanto uma estava a distrair os seguranças, a outra adicionava drogas na alimentação e, posteriormente, estes, ao comerem a mesma comida, ficaram desorientados e inanimados, de seguida, as mesmas accionaram os comparsas.
O porta voz disse que tão logo os rapazes surgiram e perceberam que os seguranças já estavam totalmente neutralizados, entraram em acção e começaram amordaçar a boca dos operativos, amarraram os membros superiores e inferiores destes, arrastaram-nos até debaixo de um camião que se encontrava estacionado no local, onde a vítima veio a morrer por asfixia mecânica.
"Não satisfeitos com esta acção, mudaram as fardas dos seguranças, vestiram-nas como se tratassem de elementos que pertencem a empresa de segurança para executarem os seus planos", sublinhou.
Em posse de um maçarico, botija de oxigénio e carboneto, começaram por arrombar os portões, onde conseguiram romper dois cadeados do exterior, mas não conseguiram os que estavam no interior do armazém.
A acção não foi concluída porque depois de utilizarem o oxigénio, quando começaram a tentar desprender o cadeado com martelo, a vizinhança ouviu o barulho e gritou por socorro, foi dai que os mesmos abandonaram a viatura com todos os materiais.
Os operativos do SIC em Cacuaco, tão logo tomaram conhecimento da situação, deslocaram-se ao terreno e mediante uma aturada investigação, conseguiram deter alguns elementos, que já foram presentes ao Ministério Público e ao Juiz de Garantias, que tiveram como medidas mais gravosas a prisão preventiva.
Concluiu que em função dos factos, as intervenções continuam no sentido de trazerem os outros elementos foragidos.
Ouvido por este jornal, José Garcia Francisco, de 61 anos de idade, um dos seguranças e funcionário daquela empresa, lembra o bárbaro crime que vitimou o seu colega, e conta que no dia da acção, os implicados eram cerca de 8 elementos que tão logo chegaram começaram agredi-los.
"Éramos três seguranças, mas não entendemos nada porque foi tudo rápido, nos colocaram fita cola na boca, no nariz e nos membros superiores e inferiores, atiraram-nos em baixo do camião, onde o meu colega acabou por morrer ", recordou.
Explicou que a sua salvação foi graças a intervenção da vizinhança que se fez ao local, mas, ainda assim, teve que ser levado com urgência e inconsciente até ao hospital municipal de Cacuaco, onde permaneceu internado nos cuidados intensivos durante alguns dias.
Quem também manifestou descontentamento por falta de apoio da empresa é Alberto David, irmão do malogrado.
"Eles deram apenas dinheiro para comprar a urna, nada mais, nos garantiram que iriam dar seis salários, mas até o momento ainda não se cumpriu.", revelou.
O jornal Na Mira do Crime, contactou, por via telefónica, o Diretor de operações da empresa de segurança privada, identificado apenas por Cazangá, este esclareceu que o óbito do seu funcionário, a empresa apoiou com um valor de 273 mil kwanzas para a compra do caixão e mais alguma alimentação.
Quanto as duas vítimas sobreviventes, o responsável fez saber que um deles já está a trabalhar, mas num outro posto, na zona do Grafanil, ao passo que o terceiro elemento recusa- se a chegar a direcção da empresa onde está a ser chamado.
"Não sabemos porque razão ele foge vir a empresa, visto que até estamos abertos para apoiá-lo", garantiu.
Este jornal sabe que a vítima deixou 11 filhos de relações diferentes, e que os marginais detidos são moradores do bairro Palanca, município do Kilamba Kiaxi.









