Cada planta pode custar 300 mil kwanzas: SIC desmantela estufa clandestina de plantação de droga “Skunk” no condomínio Vereda das flores
O Serviço de Investigação Criminal (SIC), através da sua Direcção Nacional de Combate ao Narcotráfico, desmantelou, na sexta-feira,18, no município da Camama, uma estufa clandestina no interior de uma residência no condomínio Vereda das Flores, aonde estavam cultivadas de forma assistida, com recurso a tecnologia de ponta, plantas de droga do tipo Skunk, popularmente conhecida por Gambá.
Por: Alfredo dos Santos Talamaku
A Skunk (Gambá) é uma variedade de Cannabis de aroma mais acentuado e dotadas de maior concentração de substâncias psicoactivas, produzidas mediante cruzamentos de várias espécies do mesmo género (Cannabis sativa, Cannabis indica e Cannabis ruderalis).
A operação é fruto de uma investigação aturada, que decorreu há mais de 8 meses, que culminou com a detenção de dois cidadãos, sendo um de 41 anos de idade, proprietário, e o zelador, de 25 anos de idade, que guardava e cuidava da produção da droga no condomínio.
Segundo o Porta-voz do SIC-Geral, Superintendente-chefe, Manuel Halaiwa, a operação foi executada em cumprimento de um mandado de Revista, Busca e Apreensão.
"Foram apreendidas 221 plantas do tipo skunk, um tipo de droga que assemelha-se a cannabis (liamba). A diferença é que está é mais forte e apresenta maior qualidade aos consumidores", informou.
A produção das plantas tem um período de 5/6 meses para a colheita e a espécie encontrada é proveniente da África do sul.
O proprietário, engenheiro informático de profissão, decidiu investir na produção usando uma tecnologia avançada, recomendada para a produção das plantas.
"Usa materiais de ponta, como luzes, refrigeradores, aparelhos que controlam o tempo, sistema de irrigação adequado, portanto, tudo para que a espécie possa desenvolver-se num ambiente controlado e obter uma boa qualidade final", explicou o oficial.
Halaiwa avançou que, pela técnica usada, a fertilização, o sistema hidropónico para germinação e clonagem geneticamente assistida, ou seja, o processo biogenético, indica que o implicado tenha passado numa rigorosa formação.
"As plantas encontradas apresentam qualidades em todos os aspectos, cada planta pode custar, pela quantidade de flores que produzir, cerca de 300 mil kwanzas", sublinhou.
O oficial de investigação criminal, sublinhou que o cultivo é feito no interior do apartamento arrendado a custo de 400 mil kwanzas mensal.
"O jovem que cuidava, de 25 anos de idade, também detido, recebe o valor de 250 mil kwanzas". Pelas qualidades psicoactivas, torna a planta uma das mais procuradas, a maior parte dos clientes são pessoas da classe média e alta, com recurso financeiro para o poder de compra”, especificou.
Por isso, continuou, “ela tem um equipamento de ponta e de alto valor de custo para aquisição e investimento, que chegam a custar três a cinco milhões de kwanzas", avaliou.
Para além do cultivo na residência do condomínio vereda das Flores, o Serviço de Investigação Criminal (SIC), também procedeu a apreensão de outros artigos numa das residências do acusado, no município da Maianga.
"Foram encontrados na Maianga notas de dólares, euro e libras, nove relógios de marca, cem pastilhas de um outro tipo de droga. Está é a primeira apreensão de alta dimensão deste tipo de droga", disse o Porta-voz.









