Receberia mais de 2 milhões de kz em recompensa - Brasileiro apanhado no Aeroporto 4 de Fevereiro com mais de 1 kg de cocaína
Um cidadão de nacionalidade brasileira, de 21 anos de idade, foi detido pelo Serviço de Investigação Criminal (SIC), através do seu Departamento Nacional de Investigação Criminal destacado no Aeroporto Internacional 4 de Fevereiro, numa coordenação operativa com outras forças do sistema de segurança, com destaque para a PNA, AGT, SME, por factos que configuram os crimes de tráfico de droga.
Por: Alfredo dos Santos Talamaku
A detenção do cidadão ocorreu no pretérito dia 21 de Abril do ano em curso, por volta das 5 horas e 30 minutos, no momento do desembarque da aeronave da companhia angolana TAAG, proveniente do Estado de São Paulo, cidade de Guarulhos, República Federativa do Brasil.
O Superintendente-chefe, Manuel Halaiwa, Porta-voz do SIC, avançou que o indivíduo actuava como 'mula' (pessoa usada por traficantes para transportar a droga ilegal, mediante pagamento), e esteve em contacto com um outro cidadão no país, ainda não identificado.
"A droga, enrolada em saquetas, estava dissimulada no estômago, tomada por via oral e uma parte estava no fundo de uma mala de viagem, protegida por uma folha de alumínio e roupa por cima", informou.
O oficial sublinhou que a outra parte foi localizada na parte rectal, introduzida pelo ânus, que foi a primeira a ser expelida, no momento da detenção.
"O indivíduo passou mal durante o voo por ter bebido Coca-cola, teria provocado uma overdose ou mesmo a morte caso a substância não estivesse perfeitamente fitacolada", alertou.
Posteriormente ficou internado durante quatro dias numa unidade hospitalar, em Luanda, onde expeliu 39 cápsulas alocadas no estômago, perfazendo 40, com o que vinha introduzido pelo recto.
Submetido ao teste colorimétrico do produto na mala deu positivo para droga do tipo Cocaína, pura, num total de 1 Kg e 729 gramas em pó e mais 755 gramas do que estavam na região rectal.
Caso a acção fosse bem sucedida”, disse o oficial, o mesmo teria uma recompensa de 15 mil Reais, equivalente a 2 milhões 419 mil e setecentos e sete Kwanzas.
Em exclusivo ao Na Mira do Crime, Halaiwa apelou aos cidadãos a não enveredarem pelas mesmas práticas, por correrem o risco de vida que nem o dinheiro poderá recompensar o seu retorno.
"Combater a droga é também combater outros actos criminais, pelo facto de que, os autores de crimes usarem a droga como estimulante, sendo uma delas a cocaína”.
Avançou que, com o uso da referida substância acabam cometendo crimes violentos como homicídio, violação sexual e agressões físicas.
Tendo sido cumprido os requisitos legais, o cidadão será presente ao Ministério Público e ao Juiz de Garantias para a aplicação das medidas de coacção pessoal correspondente aos factos que lhe são imputados.









