Era “de grupo”: Corpo de adolescente encontrado carbonizado no bairro Paraíso
O corpo de um adolescente que em vida respondia pelo nome António Rui Francisco, de 17 anos de idade, morador do bairro Paraíso, na zona da Igreja dos Apóstolos, Comuna do Kicolo, foi encontrado sem vida, por carbonização, na manhã desta quinta-feira, 9, na rua dos Cabritos.
Por: Alfredo dos Santos Talamaku
A vítima trabalhava como catalisador de matérias usadas no mercado do Kicolo. O corpo foi encontrado nas primeiras horas da manhã, próximo ao Bar Brigada Máxima, por pessoas que circulavam na zona.
Os moradores que narraram os factos a reportagem do Na Mira do Crime, presumiram tratar-se de uma retaliação por parte de integrantes de grupos de rixas das áreas vizinhas.
"Foi encontrado queimado, mas há sinais de primeiro ter sido fitacolado, deixaram apenas a parte das pernas, que permitiu ser rapidamente reconhecido pelos Moradores", contou uma moradora da rua dos Cabritos.
"Ele foi de lutas de rua, que chamam de wowó, muitos deles eram proibidos passar por algumas ruas por se considerarem inimigos, parece que ele saía de um óbito numa outra rua, quando foi atacado", explicou um dos jovens da rua Maria Pia.
Acrescentou que o malogrado era bastante conhecido por conta da sua estatura física.
"Era muito alto, estreito, escuro e parecia um maliano, colhia papelão para pesagem no mercado do Kicolo. Mas desconfiamos que tenha sido atacado por rapazes de um grupo rival", descreveu um jovem da rua dos Apóstolos.
Os moradores dizem que ouviram barulho na rua, por volta da 01 hora da madrugada.
"Havia um barulho estranho e os cães ladravam muito, de manhã cedinho, nos deparamos com o corpo na lixeira e, pelo que saiba, é o terceiro corpo encontrado queimado na mesma rua, nos últimos dois anos", recordaram.
O tio do malogrado, que pediu anonimato, avançou que a família desconhece as motivações da morte, tendo salientado que o sobrinho vivia com o pai e a madrasta no bairro da Boa Esperança-Kicolo, e terá se mudado para a casa da mãe, no Paraíso, por se encontrar em conflitos com a esposa do pai.
"No dia 02, sexta-feira, veio a casa da mãe, e no domingo, o pai apareceu para conversar com ele, mas não foi possível porque ele não se encontrava em casa”.
Disse que, visto que o quarto do sobrinho é separado da casa, a família não pode provar as alegações que atestam que ele regressava de um óbito.
A população descarta a possibilidade de que a vítima terá sido linchada por moradores ao ser apanhado a cometer um crime, tendo garantido uma baixa sobre relatos de crimes graves.
"Pode ocorrer uma outra luta de grupos, mas o nível de criminalidade desceu muito no Paraíso, a polícia deve agora trabalhar muito da Ponte até a entrada da farmácia do Tio Jamba, os meninos atacam nas primeiras horas da manhã e ao anoitecer", denunciaram.










