Adolescente de 14 anos dopa mãe, pai e o irmão de 4 anos e depois mata-os três a tiros
O crime chocou a cidade de Comendador Venâncio, no Brasil. O próprio adolescente procurou a esquadra de polícia, acompanhado da avó, para registar oficialmente o desaparecimento dos pais e do irmão. No entanto, a versão contada por ele não durou por muito tempo
Por: Pragmatismo Político
Uma tragédia chocou a população de Comendador Venâncio, distrito de Itaperuna (Rio de Janeiro), no Brasil, nesta quarta-feira (25). Os corpos de um casal e de uma criança de 4 anos foram encontrados em avançado estado de decomposição dentro de uma cisterna nos fundos da casa da família.
O autor do crime, segundo a Polícia Civil, é o próprio filho mais velho do casal, um adolescente de apenas 14 anos.
A família estava desaparecida desde o último sábado (21), o que chamou a atenção de vizinhos e parentes próximos, que estranharam a ausência de movimentação na residência.
Foi apenas na terça-feira (24) que o adolescente procurou a esquadra, acompanhado da avó, para registrar oficialmente o desaparecimento dos pais e do irmão. No entanto, a versão contada por ele não durou por muito tempo.
Durante o início das diligências, o jovem acabou por confessar o crime a um tio. Segundo o relato, ele dopou os pais e o irmão antes de matá-los ainda na noite de sábado. Depois, arrastou os corpos até a cisterna da casa e os escondeu no fundo do reservatório de água. O irmão mais novo, que completaria 4 anos no próximo dia 12 de julho, foi a terceira vítima do assassinato.
Com base nas informações fornecidas pelo adolescente, equipes da Polícia Militar, Polícia Civil e Corpo de Bombeiros foram até o local e encontraram os três corpos na cisterna.
A área foi imediatamente isolada para os trabalhos de perícia.
O adolescente foi detido e está sob custódia das autoridades. A investigação, conduzida pela 143ª Delegacia de Polícia de Itaperuna, considera diversas linhas de apuração. Entre elas, a possibilidade de distúrbios psicológicos ou a influência de conteúdos consumidos virtualmente. O celular do garoto foi apreendido e passará por perícia para análise de mensagens, pesquisas e eventuais interações que possam ter estimulado ou orientado a ação criminosa.
O delegado responsável pelo caso, Carlos Augusto Guimarães, disse que a prioridade no momento é preservar a integridade do inquérito e entender com precisão o que motivou o crime.











