SIC-Cacuaco captura líder de grupo de bandidos que matou a tiro agente da Polícia Nacional durante assalto
O Serviço de Investigação Criminal (SIC), através da sua Direcção Municipal de Cacuaco, deteve o cidadão Timóteo Eliseu Faustino, de 37 anos de idade, implicado nos crimes de Associação Criminosa, Roubo qualificado de viatura e homicídio qualificado, em que foi vítima o cidadão Manuel Cassule Canquele, agente de 3° classe da Polícia Nacional, colocado no Aeroporto Internacional Dr. António Agostinho Neto
Por: Kihunga Bessa
Falando à imprensa, o porta-voz do SIC-Luanda, Superintendente-Chefe, Fernando Carvalho, informou que a associação criminosa em que o implicado faz parte, é composta por quatro elementos que se faziam passar por passageiros e, ao entrarem numa determinada viatura, anunciavam o assalto em plena corrida, empunhando arma de fogo, sob ameaças de morte, neutralizavam o motorista.
"De se seguida às vítimas eram levadas a um local isolado, onde eram abandonadas", disse.
Acrescentou que, os veículos roubados eram utilizados na prática de outros crimes, sendo que o grupo, depois de estar em posse do carro, simulava serviço de táxi.
"Depois de muitos assaltos com a viatura roubada e lesarem vários cidadãos, as mesmas eram comercializadas ao preço que variavam entre 2 e 3 milhões de kwanzas", informou.
Carvalho explicou que no último crime em que a referida associação criminosa esteve envolvida, com o mesmo modus operandis, ocorreu no passado dia 23 de Junho do ano em curso, por volta das 21 horas, na avenida Fidel de Castro, bairro Deolinda Rodrigues, Belo Monte, onde foi roubada uma viatura de marca Hyundai, modelo grand l 10, de cor azul, conduzida por um cidadão de 46 anos de idade.
"Na sequência do roubo, a associação criminosa realizou diversos assaltos em vários pontos da cidade, dentre os quais um crime de homicídio qualificado, por disparo de arma de fogo, que tirou a vida ao agente da Polícia Nacional em referência", frisou.
O oficial do SIC explicou que no dia do infortúnio, o agente da Polícia Nacional subiu na viatura por volta das 4 horas da madrugada, nas imediações do Grafanil Bar, em Viana, como passageiro.
Na zona da Estalagem, os marginais anunciaram o assalto e, ao oferecer resistência, o agente foi alvejado com um disparo de arma de fogo na região abdominal.
Ressaltou que, cometido o crime e para esconder a acção, os bandidos abandonaram o corpo do agente nas imediações da via expressa, junto a centralidade do Sequele, tendo o grupo prosseguido em direcção aos Mulenvos, onde foi recuperada a viatura.
Fernando Carvalho ressaltou ainda que o implicado está envolvido em dois crimes de roubos de viaturas de marca Toyota, modelo Land Cruiser, de cor azul, e outra de marca Toyota, modelo Hilux, de cor branca, no município dos Mulenvos, actualmente em posse de um dos seus comparsas em fuga.
"Com esta acção foi possível recuperar-se uma arma de fogo do tipo pistola, de marca Jericho, e um rádio de comunicações, em posse do cidadão detido", salientou.
Concluiu que as investigações prosseguem, em coordenação com outras áreas, com vista a recolha de mais dados e localização dos demais envolvidos.
João Galiano, uma das vítimas e proprietário da viatura roubada no dia do assalto, conta que depois de ser abordado pelos marginais que se faziam passar por passageiros, foi amarrado os membros superiores e inferiores, assim como a boca e foi posto na bagagem, onde ficou durante 8 horas acompanhando toda tragétoria daqueles indivíduos.
"Foram horas de muito sofrimento, quase que perdi a vida", recordou com lágrimas nos olhos.
Acrescentou que por volta das cinco horas da madrugada do dia seguinte, os marginais deixaram-lhe num lugar desabituado, desamarrando apenas a boca, alegando que deveriam deixar a viatura na Cuca.
"Depois arrastei-me até a estrada onde pedi por socorro, e consequentemente dirigi- me a uma esquadra participar a ocorrência ", disse.
Ouvido pelo Na Mira do Crime, o marginal confessa ter sido o autor do disparo que vitimou o agente da Polícia Nacional, e disse que a mesma arma foi comprada pelo seu comparsa, em fuga.
Disse que não tinha intenção de matar o polícia, caso não mostrasse resistência.
Questionado o tempo em está no mundo do crime, disse que está desde 2014, e já esteve preso na penitenciária do Calomboloca, onde cumpriu uma pena de prisão de três anos, por ter ateado fogo a uma residência.
Confessou ainda que no dia do assalto em que vitimou o polícia, com a viatura roubada, realizaram cinco assaltos na via pública, subtraindo mais de 8 telemóveis de diferentes marcas, e quantias de valores monetários de 30 mil kwanzas.









