"Aputaro", "Ld", e “Ady Compal": Corpos de supostos marginais retirados de casa por elementos desconhecidos encontrados na via pública sem sinais de espancamento ou perfuração de balas
Três corpos de jovens que em vida respondiam pelos nomes Adriano Manuel Emílio (Ady Compal), de 21 anos de idade, Alexandre Ndombele António (Aputaro), de 19 anos e Lázaro André( LD), de 25 anos de idade, moradores do bairro Pedreira, município de Cacuaco, foram encontrados na manhã desta quinta-feira, 03, na via pública, sem sinais de espancamento nem perfurações de bala, depois serem retirados das suas residências por elementos desconhecidos.
Por: Kihunga Bessa
Em declarações exclusivas ao Na Mira do Crime, os familiares informaram que os factos ocorreram por volta da meia-noite e uma hora da madrugada, quando indivíduos encapuzados, munidos com armas de fogo do tipo AKM e pistolas, que se faziam transportar em uma viatura da marca Toyota, Land Cruiser, de cor branca, bateram fortemente nas portas das residências onde às vítimas estavam, obrigando as famílias a abrirem.
"Eles já chegaram com os nomes, quando bateram as portas fortemente e arremessavam pedras por cima dos tetos, alegando que eram autoridades", disseram.
No primeiro caso, Manuel Sachiemba Emílio, pai de Ady Compal, conta que após abrir a porta, mais de cinco indivíduos, todos encapuzados, pegaram no filho e levaram-no sem dizer o local onde seria colocado.
Realçou que, logo pela manhã, a família dirigiu-se a esquadra da Pedreira, procurando ter mais informações sobre o filho, mas, infelizmente não estava naquela esquadra.
"Assim que a gente regressava, ouvimos às pessoas a dizer que o mesmo foi morto na zona do Catana, fomos lá e encontramos o corpo, mas sem sinais de espancamento ou perfurações de balas", recordou, visivelmente abalado, alegando que o seu filho era engraxador na baixa de Luanda.
Nbenza André, pai de LD, explicou que o mesmo aconteceu com seu filho, que foi levado até a zona da Retranca, onde foi morto.
"O meu filho não era bandido, era lotador na paragem da Retranca, apenas sei gostava de lutar, mas nunca roubou, a primeira vez que foi levado era devido a uma luta com os seus amigos", salientou.
Explicou que, no mesmo dia, os elementos desconhecidos levaram três telemóveis de diferentes marcas, uma botija de gás butano e valores monetários no valor de 140 mil kwanzas.
Quem também não escapou desta acção, foi o Aputaro, morto do mesmo jeito na zona das três bandeiras, naquela circunscrição.
Das informações colhidas no local, os moradores apontam este último como altamente perigoso, e tirava sono e sossego a população.
Importa referir que, os familiares das vítimas dizem estar com dificuldade dos funerais, e clamam por ajuda dos órgãos competentes.









