Nos Mulenvos: Criança de 06 anos morre com tiro na cabeça durante perseguição policial
Uma menor que em vida atendia pelo nome Eulita de Carvalho Vita Cabenda, de 06 anos de idade, residente no município dos Mulenvos, rua da vala, morreu na manhã desta quinta-feira, 17, após ser atingida por um disparo de arma de fogo, efectuado por um agente da polícia.
Por: Alfredo dos Santos Talamaku
Tudo aconteceu na tarde desta quarta-feira, 16, quando agentes da polícia colocados na esquadra das 500 casas, afectos ao Comando municipal de Cacuaco, efectuaram os disparos durante intervenção para apaziguar uma luta entre jovens, nas imediações da paragem dos motoqueiros.
Durante a acção, os agentes terão detido um dos principais intervenientes da confusão.
Teresa, tia da vítima, avançou que o implicado terá se aproveitado da distracção dos agentes e colocou-se em fuga.
"O marginal conseguiu escapar do carro e os polícias foram atrás dele, mas foi o chefe Russo, das 500 casas que fez o disparo que atingiu a cabeça da minha sobrinha", denunciou.
Os familiares explicaram que após a polícia se aperceber que uma criança tinha sido atingida por uma bala, os agentes retiraram-se do local.
"Mas eles sabiam que havia muita gente na rua, inclusive crianças a brincarem, mesmo assim dispararam a queima-roupa".
Acrescentou que a mãe da criança não se encontrava em casa e, uma senhora que estava de passagem, ao ver a menina deitada no chão, ensanguentada, alertou todos.
"Eles aproximaram -se onde a menina estava deitada e depois subiram rapidamente na viatura e saíram às pressas. Infelizmente, mesmo depois de ser socorrida para o hospital Maria Pia, acabou por morrer", lamentou.
Na tarde desta quinta-feira, 17, a nossa reportagem contactou o Porta-voz do Comando Provincial de Luanda, superintendente-chefe Nestor Goubel que confirmou a ocorrência.
"O caso ocorreu no território dos Mulenvos, o agente suspeito de ter efectuado os disparos, pertence ao Comando Municipal de Cacuaco e já foi detido", confirmou.
"Apenas queremos que a polícia nos prove que o agente que efectuou os disparos esteja detido e que a justiça seja aplicada sem rodeios", exigiram os familiares da menor.










