Jovem enfermeiro brutalmente assassinado por marginais nos Mulenvos, caixão foi jogado ao chão e o corpo pontapeado no dia do funeral
O facto ocorreu na última terça-feira, 15, no bairro Capalanga, rua do Colégio Zeli, quando o jovem que em vida se chamou Rodrigues André, de 25 anos de idade, conhecido no seio familiar por Loide, saía do hospital Maria Pia, onde trabalhava como enfermeiro estagiário.
De regresso à casa, às 21 horas, foi interpelado por marginais que o espancaram, tendo morrido no local.
Por: Solange Figueira
Familiares alegam que o jovem foi espancado com objectos contundentes, tais como: facas, catanas e blocos. Porém, um dos marginais, identificado por "Das FAA", supostamente autor principal do crime, foi capturado e encontra-se detido no Comando Municipal dos Mulenvos, no Capalanga.
Segundo Fernando Manuel Agostinho, pai do malogrado, não é a primeira vez que acontece tal facto no bairro.
O seu filho é a terceira pessoa a ser morta nas mãos de meliantes. "Quando me deram a notícia do óbito, eu estava no Moxico a trabalhar, saí de lá a correr; este bairro é muito perigoso. Meu filho terminou o médio em Enfermagem, estagiava no Hospital Maria Pia, estava a sair do trabalho, foi espancado severamente até à morte", disse, salientando que o malogrado era um bom moço, calmo, tinha o sonho de entrar para uma universidade e fazer medicina.
"Peço que se faça justiça. O que vivemos aqui nunca vimos", frisou o progenitor.
Rotina Jóia, mãe, conta que recebeu relatos de pessoas que testemunharam o momento da luta, onde o seu filho foi agredido por seis jovens e ao se defender, bateu num deles, o que deu muita fúria ao ponto de o matarem.
"O corpo do meu filho não descansou. Ele foi esquartejado. Tivemos que lhe pôr ligaduras no momento em que fomos lhe dar banho. Mesmo assim, no óbito, não tivemos paz. Os marginais roubaram o cenário, partiram o vidro do carro da agência funerária, atiraram o caixão ao chão, pontapearam o corpo dele. Aquilo foi um verdadeiro terror", classificou.
"Aqui, no Capalanga, é uma terra sem lei, dominada pelos gatunos. Meu filho não era bandido, mas morreu como se fosse um criminoso. Estou traumatizada. Com que vivemos? Tivemos que parar de chorar e fugir, com medo de sermos mortos também. Quero que os jovens que fizeram isso com ele paguem com a cadeia", reclamou a mãe.










