Na Maianga: Anciã chora morte do neto morto com disparo de arma de fogo na região da nuca
A greve decretada pelos taxistas durante três dias na cidade capital do país, Luanda, levou a vários saques de oportunistas em diversos estabelecimentos comerciais, e deixou várias vítimas mortais, na manhã desta terça-feira, 28, depois de a polícia ter entrado em acção para acudir a situação.
Por: Cambuta Vieira
O Na Mira do Crime deslocou-se na manhã desta terça-feira, 29, até ao bairro Rocha Pinto, município da Maianga, na casa de uma das vítimas mortais, identificado por Augusto Manuel Carlos "Bruno", de 31 anos de idade, cozinheiro de profissão, atingido com um disparo de arma de fogo na região da cabeça, quando tentava fugir do tumulto criado pela dispersão da Polícia.
A avó do malogrado, identificada por Idalina Cassinda Domingos, falou para este jornal que o seu neto, no período da manhã, estava a arranjar a motorizada, depois de terminar, decidiu fazer uma experiência, tendo regressado de imediato para casa.
A anciã, visivelmente chocada com a morte do neto, disse que passado alguns minutos, Augusto decidiu sair de casa.
"Eu pensei que foi comprar pão para as crianças, só vi alguém a me chamar Avô Lina vem, o Bruno está estendido", recordou.
Disse que de imediato foi saber o que se passava, e viu o neto deitado no chão... "fiquei sem acção", lamentou.
"O meu neto não estava na confusão, ele estava arranjar o seu meio de sustento, uma vez que ele perdeu o emprego", observou.
"Assim que cheguei no beco cinco, junto a farmácia onde ele caiu já sem vida, também havia lá efectivos da PIR a volta do corpo dele, ele parecia ser marginal. O meu neto trabalhava como cozinheiro, foi assassinado com um disparo de arma de fogo na nuca e saiu pela testa, ele não era marginal", chorou.
Disse que depois de perder o emprego, Bruno começou a fazer pequenos trabalhos para sustentar a família.
"Ele não é de fazer confusão, no momento que foi assassinado ele estava com uma mochila nas costas que usava diariamente nos seus afazeres, quem disparou contra o meu neto é um efetivo da Polícia de Intervenção Rápida (PIR). Ele ficou desde as 11 horas estendido até às 19 horas que foi foi removido pelos efectivos do SIC", deplorou.
Augusto Manuel Carlos, era o provedor da família fazendo pequenos biscatos com a sua motorizada, com o qual sustentava a sua avó, a mulher e duas filhas menores de 10 anos e 6 anos de idade.
No entanto, a família reclama que até ao momento a polícia não se pronunciou e sequer está a se responsabilizar pelo óbito.










