SIC detém estivador do mercado do Asa Branca que facilitou assalto de 20 milhões de Kwanzas a uma comerciante
O Serviço de Investigação Criminal (SIC), em Luanda, através dos seus operacionais destacados no município dos Mulenvos, deteve três cidadãos nacionais, com idades entre 25 e 27 anos de idade, respectivamente, implicados no crime de Associação Criminosa e Roubo Qualificado de valores monetários.
Por: Alfredo dos Santos Talamaku
O caso ocorreu por volta das 17 horas do dia 6 de Julho do ano em curso, e foi lesada a cidadã identificada por Joaquina António, de 47 anos de idade, comerciante no mercado do Asa Branca.
De acordo com a lesada, o acusado trabalha como estivador no mesmo mercado, e foi contratado por bandidos para identificar comerciantes que depois das vendas transportam avultadas somas em dinheiro.
"Depois das vendas, apanhei uma mota em frente ao Centro de Formação Profissional do Cazenga, mas ao subir vi alguém mascarado e reconheci que era um dos jovens que anda com o carro de mão no mercado a levar mercadorias. Ele assobiava e fazia sinal, achei estranho, mas continuamos com a viagem", contou.
Acrescentou que, a poucos metros de distância da sua residência, notou que estava a ser seguida por três motorizadas com dois ocupantes cada.
"Eles fecharam o motoqueiro que me levava, saltei da motorizada e perguntei a eles o que se passava e deitei o saco das compras do jantar e o saco onde estava o dinheiro. Apontaram as pistolas em mim e eu corri um pouco, mas por desconfiança que eles podiam disparar contra mim, parei e voltei", explicou.
"Disseram que queriam o dinheiro todo, apontei o saco onde estavam 20 milhões de kwanzas, eles pegaram no saco e saíram do local em alta velocidade", recordou.
O implicado, Pedro Canguembe, de 27 anos de idade, que monitorizava as comerciantes após a venda, disse ter sido contratado por um cidadão identificado por "senhor Jobe", e o trabalho terá durado aproximadamente um mês para encontrar a pessoa certa.
"Encontrei a senhora e liguei ao senhor Jobe, programamos controlar onde é que ela tem apanhado o táxi, no dia do assalto controlei a saída dela e liguei ao grupo, indiquei a senhora e eles a seguiram. Depois de tudo não me deram nada, mas eu receberia 200 mil kwanzas", confessou.
De acordo com o Porta-voz do SIC-Luanda, superintendente-chefe, Fernando de Carvalho, o assalto ocorreu no bairro dos Seis Cajueiros, nos Mulenvos, e foi perpetrado por seis elementos, munidos de armas de fogo do tipo pistola.
"Investigações apuraram que, para a concretização deste crime, um dos implicados teve a missão de estar no interior do mercado do Asa-branca a fazer o seguimento aos comerciantes, que depois das vendas, dava o sinal aos seus comparsas que, por sua vez, a bordo de motorizadas, seguem a vítima e consumam o ilícito", explicou.
O Oficial de investigação criminal sublinhou que no referido roubo, o módus operandis não foi diferente e, depois de cometerem o crime refugiaram-se para o município do Cazenga.
"Foram detidos três elementos que, apresentados ao Ministério Público e ao Juiz de Garantias, dois foram soltos sob Termo de Identidade e Residência e um segue o processo sob prisão preventiva", esclareceu.
No decorrer das acções operativas em torno do caso, Carvalho avançou que terão sido apreendidas quatro armas de fogo, sendo duas de marca MACAROV, com o seu respectivo carregador contendo oito munições; outra de marca WALTER, sem carregador e uma MINI STAR com dois carregadores contendo nove munições.









