Suposto agente da Polícia da Nona Esquadra acusado de matar jovem de 19 anos à queima-roupa
Um cidadão nacional que em vida respondia pelo nome Manuel Domingos dos Santos "Nelo", de 19 anos de idade, residente no bairro da Lixeira, município do Sambizanga, morreu momentos depois de ter sido atingido por um disparo de arma de fogo na região abdominal, efectuado por um suposto efectivo da Polícia Nacional destacado na Nona Esquadra.
Por: Alfredo dos Santos Talamaku
Os familiares da vítima explicaram ao Na Mira do Crime que os factos ocorreram por volta das 13 horas deste domingo, 17, quando a vítima encontrava-se em casa com os restantes membros da família, nas imediações da linha- férrea, e terão sido surpreendidos no quintal por supostos agentes da Polícia trajados a civil.
Domingas Feliciano, tia da vítima, avançou que momentos antes a polícia terá dispersado um grupo de jovens integrantes do grupo "Rússia", que estava em confronto com um grupo rival, de nome "Turquia", em retaliação a morte do jovem Márcio José, esfaqueado pelo grupo “Os Turquias”, na noite de sábado, conforme já noticiado por este jornal.
"O tumulto já tinha acabado e o meu sobrinho saiu para tentar perceber o que se passava, assim que voltou ao quintal foi surpreendido por um polícia, que estava à civil, entrou no quintal e fez um tiro a queima-roupa no abdómen do meu sobrinho", contou.
A tia acrescentou que no momento da acção, os outros membros da família refugiaram dentro de casa, pelo facto de o suposto agente da polícia ter os ameaçados de morte tão logo entrou no quintal.
"Ele chegou muito agressivo e todos tiveram que fugir para dentro de casa, quando ele fez o disparo, ainda exigiu que o meu sobrinho se colocasse em pé, mas ele levantou e não aguentou e voltou a cair", explicou.
A vítima chegou a ser socorrida para o Hospital Maria Pia.
"Ele morreu assim que estava a ser encaminhado para o bloco operatório. Assim que fomos informados, alguns foram até a Esquadra e ainda vimos o senhor que fez o tiro a consumir cerveja próximo da esquadra. Pedimos que o Comandante Geral da Polícia coloque as mãos neste caso, não é fácil cuidar de um óbito e ainda por cima de alguém inocente, queremos justiça", clamaram.
A nossa reportagem tentou contactar o Porta-voz do Comando Provincial da Polícia em Luanda, Superintendente-chefe, Nestor Goubel, este prometeu pronunciar-se nas próximas horas.










