Foram apedrejados e esquartejados - Luta num espectáculo de Kú Duro termina com a morte de dois jovens de 20 anos de idade
Dois cidadãos nacionais identificados por Francisco Alexandre "Man Rufá" e "Preto Show", ambos de 20 anos de idade, residentes na zona da Boca do Rio, bairro da Barra do Bengo, em Cacuaco, foram espancados e esquartejados até a morte por um grupo de marginais denominado "Os 1500", localizados no referido bairro, zona da Mateba.
Por : Alfredo dos Santos Talamaku
Amigos das vítimas que falaram ao Na Mira do Crime sob anonimato explicaram que Francisco Alexandre "Man Rufá", era músico e terá se deslocado área da Mateba para actuar num espetáculo musical de Kú Duro que decorria na zona.
"Man Rufá", como era conhecido no mundo artístico, não chegou a actuar no evento por supostamente ter sido desrespeitado por alguns jovens que se encontravam na festa.
"Levamos-lhe para casa, porque vimos que o ambiente era de muita confusão e os jovens daquela área, "Os 1500", gostam de lutas de grupos", recordaram.
Acrescentaram que, mais tarde, o músico voltou a sair de casa e dirigia-se ao local onde estavam os amigos, mas, pelo caminho, deparou-se com os jovens da Mateba que, sem motivo aparente, agrediram-no com catanas, blocos, pedras e facas, e o infeliz acabou por morrer no local.
Segundo moradores, a segunda vítima também foi morto quando, com demais amigos, dirigiam-se a Mateba para retaliação.
"Eles conseguiram incendiar a casa dos pais do "Dady Boy", lider do grupo "Os1500", mas na retirada caíram numa emboscada", contaram.
"Assim que eles mataram o músico, o Dady Boy foi rapidamente avisar em casa que o grupo dele havia matado um jovem da Boca do Rio, então ele e a família fugiram, depois a casa foi saqueada e incendiada", contou um pescador da praia da Boca do Rio.
"Aquilo gerou um conflito grande na Mateba, quando incendiaram a casa, ao se retirarem, os 1500 foram atrás deles, quando fugiam, um dos jovens tropeçou e caiu, foi pego e também assassinado com catanas, ferros e pedras, até o crânio ficou esmagado e o corpo ficou irreconhecível", lamentou.
Acrescentou que o jovem músico nunca envolveu-se em lutas de grupos. "Era um rapaz calmo, sempre no seu cantinho, dedicava-se mais na música sem se envolver em problemas de criminalidade", explicou o responsável da comissão de moradores.
Os moradores disseram a nossa reportagem que o bairro vive momentos de tensão por conta das promessas de ataques que possam ocorrer a qualquer momento.
"Ainda na segunda-feira, um dos jovens que vive na área da Mateba por pouco seria morto na Boca do Rio. Ele vinha da pesca, não sabia do que se passou e foi atacado pelos amigos das vítimas, ao lado do portão do coordenador do bairro. Era muita confusão que até o portão do quintal da casa dele caiu, mas a polícia depois apareceu e o jovem foi resgatado", sublinhou uma das moradoras.
"O bairro voltou a ser melindroso, muitos marginais que estavam na cadeia foram soltos e voltaram, mas se colocarem uma esquadra aqui parece que as coisas ficarão mais calmas, dependemos da esquadra 37, que fica na vila de Cacuaco e praticamente aqui não se nota o patrulhamento porque o bairro é grande, e não é só as lutas de grupos, os assaltos em residências também são frequentes", denunciou, clamando que se coloque uma esquadra na zona dos pescadores de forma urgente.










