Agente de 3ª Classe dos Serviços Prisionais espancado até a morte depois de ser confundido com marginal
Um cidadão nacional que, em vida respondia pelo nome de Kilson Alves, de 27 anos de idade, agente de 3ª classe dos Serviços Prisionais, colocado na Comarca de Viana, em Luanda, morador do bairro Jean Piajet, município dos Mulenvos, foi supostamente assassinado na madrugada de quinta-feira, 27, pela população com objectos contundentes, depois de ser confundido com marginal, enquanto convivia com vizinhas conhecidas por Fatinha e Césa, numa das rolottes da zona. A polícia nega essa versão e diz que o infeliz caiu de uma viatura
Por: Kihunga Bessa
Em declarações exclusivas ao Na Mira do Crime, Maria Ferreira, prima da vítima, informou que ele saiu por volta das 14 horas de casa sem dizer nada e o facto ocorreu por volta da uma hora da madrugada.
Segundo aquele familiar, às seis horas desta quinta-feira, foram informados pela polícia afecta ao Comando Municipal dos Munlevos que Kilson estava morto.
Acrescentou que foram ao local, mas já não encontraram o corpo, e tomaram conhecimento que seu primo estava a conviver com duas vizinhas já referenciadas, quando supostamente uma delas terá furtado o seu cartão multi-caixa.
Explicou que, este, ao se aperceber que o seu cartão multi-caixa estava com uma delas, e que já estavam de saída, levantou-se e seguiu-as, pedindo que lho devolvessem. Fatinha, simplesmente, gritou "gatuno!" e subiram numa viatura tendo desaparecido, de seguida.
Salientou também que a população, ao ouvir o grito, sem dó nem piedade, agrediu-o com objectos contundentes até à morte.
Acrescentou que horas depois, a polícia efectuou diligências que culminaram na detenção das acusadas que já estavam foragidas.
Gelson Baptista, amigo do malogrado, revelou que no dia que saiu de casa, ainda estava com ele a conviver em diferentes locais durante três horas e acompanhados por duas raparigas.
"Estivemos juntos das 16 até às 19, depois os deixei já nas roulottes e voltei para casa, mas no dia seguinte fui informado que ele foi morto", disse.
Acrescentou que as acusadas são reincidentes nas práticas de furto de cartões multi-caixas, sempre que estivessem a conviver com alguém e já foram detidas algumas vezes.
De seguida, o Na Mira do Crime deslocou-se até ao local onde ocorreu o crime para ouvir as testemunhas, mas estes alegavam que desconheciam o caso.
No entanto, este jornal contactou o Comandante da Polícia Nacional no município dos Munlevos, Superintendente-Chefe António Tenente Binza, para saber mais sobre o assunto. Este informou que, no referido dia e hora, a vítima, sob estado de embriaguez, tentou pendurar-se numa viatura que também saía do local, caiu e bateu a cabeça no asfalto e acabou por sucumbir no local.
"Havia uma equipa a efectuar patrulhamento na zona e que logo que tomou conhecimento do caso, fez-se ao local onde permaneceu até ao momento da remoção do cadáver", disse.
Quanto às acusadas, o comandante afirmou que foram detidas no local apenas para prestarem depoimento da ocorrência.










