Polícia desmantela três grupos de rixas denominados “os Mpla”, “Unita” e “a última tropa do betão” que aterrorizavam os bairros Bondó chapéu dangereux e três prédios
Efectivos do Comando Provincial de Luanda da Polícia Nacional, através do Comando Municipal da Camama, apresentaram na segunda-feira (01), três grupos de rixas, compostos por mais de 40 marginais. Às detenções resultaram da micro-operação denominada “Camama Segura”, iniciada no domingo (31) em todo o território daquele município.
Por: Cambuta Vieira
O porta-voz da Polícia Nacional em Luanda, superintendente-chefe, Nestor Goubel, disse que a operação incidiu nos bairros mais críticos do município, o que permitiu o desmantelamento das associações criminosas conhecidas como “Os MPLA”, “Unita” e “A Última Tropa do Betão”, que aterrorizavam os moradores dos bairros Bondó Chapéu, Dangereux e Três Prédios.
Segundo o porta-voz, os grupos actuavam com recurso a armas brancas e de fogo, praticando assaltos na via pública, roubos em residências, rixas, abusos e violações sexuais.
As acções foram coordenadas pelo comandante municipal, superintendente-chefe Eduardo Mingas, e visam combater o fenómeno das rixas, resultado de um diagnóstico realizado pelo BINFOP e pelo SIC em coordenação com a Ordem Pública.
“Estes jovens, muitos já adultos, têm cometido uma série de crimes, desde roubos a residências, abusos sexuais e ofensas graves à integridade física, essas práticas têm retirado a paz e o sossego dos citadinos e transeuntes”, frisou Nestor Goubel.
Foram desmantelados, no total, três grupos de rixas, constituídos por 42 jovens, os detidos serão apresentados ao Ministério Público e, posteriormente, aos juízes de garantias para os devidos procedimentos processuais.
Acrescentou que a operação é contínua e será reforçada pelo policiamento ostensivo e investigativo, uma vez que ainda existem integrantes desses grupos em actividade.
“Estes grupos têm sido um verdadeiro calcanhar de Aquiles para as comunidades, as pessoas não dormem em paz, não conseguem fazer as suas vidas nem sair cedo para o trabalho, devido a esses marginais que, além de se digladiarem, passaram também a utilizar armas brancas e de fogo”, destacou.
Durante a operação, foram apreendidas 10 catanas, que servirão como prova no processo a remeter ao Ministério Público.









