Ciúmes nos Mulenvos: Cidadão mata mulher à pancada e asfixia mecânica e abandona o corpo com os três filhos menores
Um cidadão de 40 anos de idade, identificado por Adão Paulo de Jesus, está a ser acusado de matar, na última madrugada de segunda-feira, 8, por asfixia mecânica e espancamento a própria esposa, que em vida atendia pelo nome Janne Zua Miguel, de 27 anos de idade, supostamente por motivos passionais. Depois de supostamente ter assassinado a mulher, o suspeito abandonou o corpo no interior da casa com os três filhos menores e colocou-se em fuga. O facto ocorreu nos arredores da Caop C, Tenda Azul, município dos Mulenvos.
Por: Cambundo Caholua
De acordo com a mãe da malograda, Isabel João, de 54 anos de idade, tomou conhecimento da morte da filha na manhã de segunda-feira, através do filho mais velho do casal, seu neto, identificado por Walter Miguel Paulo, de 10 anos de idade que foi ao seu encontro no mercado, tão logo se apercebeu que a progenitora não acordava.
"O meu Neto encontrou-me na minha bancada na pracinha, quando eram 8 horas, e disse avó a mamã não está acordar, acordei a mamã, mas ela não levanta", descreveu.
Logo a seguir, acompanhado com o neto, seguiu até ao bairro Caop C, onde vivia a filha e, já no local, encontrou a infeliz estendida na cama, com sinais de espancamento e forrada com lençol.
"Assim que cheguei, encontrei a minha filha estendida na cama, ele bateu a menina, asfixiou a minha filha com almofada e entortou o pescoço dela, ainda colocou algodão no nariz dela até morrer. Depois, para os meninos não darem conta, forrou o corpo com lençol para pensarem que estava a dormir", detalhou.
"Ele matou a minha e, logo a seguir, levou 80 mil kwanzas que eram do negócio e kixikila, já de manhã fechou a porta e abandonou o corpo com os miúdos e fugiu", ressaltou.
Questionada sobre o que motivou o marido a cometer tamanha barbaridade, a senhora disse que o casal sempre viveu momentos conturbados, e muitas vezes reuniram com a vítima no sentido de separar-se com o homicida, mas ela dava sempre uma oportunidade.
"Já se reuniu várias vezes com ela e o marido, os tios, nós, os país, os irmãos e outras pessoas já não concordávamos com a mesma relação através das agressões que eram tantas, infelizmente ela foi sempre dando chance ao marido", lamentou.
"Ele já queimou todas as coisas e roupa da casa deles, a segunda vez bateu a minha filha de um jeito bárbaro e a terceira vez agrediu-a até retirar um pedaço de carne na região da orelha com mordedura, tendo a deixada deficiente. O marido sentia muito ciúme, os problemas só foram piorando quando a menina foi chamada no serviço para ser colocada nos Bombeiros, ele começou a dizer que tinha namorado", deplorou.
A mãe, triste com a situação, deixou um apelo a quem de direito para localizar o homicida, uma vez que a filha deixa três filhos menores.
"Quem vai sustentar esses meninos?", começou por indagar, "pedimos a polícia que façam o seu trabalho, porque ele está sempre a ligar e a fazer ameaças", revelou.
O pequeno Valter, filho mais velho do casal, conta que, quando eram zero horas, ouviu um barulho no quarto do casal, onde o pai e a mamã estavam a discutir, então foi para lá.
"Eu estava com os meus dois irmãos no nosso quarto, ouvi um barulho e dei conta que a mamã estava a discutir com o papá, então fui para o quarto deles para saber o que se passava", começou por explicar, "assim que entrei, encontrei o papá a bater a mãe, o pai logo que me viu, deu-me uma chapada e disse sai daqui, depois fui dormir", revelou.
"O pai matou a mamã, eu quero que ele vai preso, ele não nos mimava, quem nos mimava era a mamã, quem vai nos cuidar agora que a mãe morreu?", questionou o menor.
Já Pedro Zua Miguel, de 25 anos de idade, irmão da vítima, revelou que o assassino tem feito ligações de ameaças a família, tem dito que irá regressar para matar outras pessoas e garantiu que nada irá lhe acontecer.
"Faz ameaças, como sabe que a nossa família é humilde então aproveita-se disso para nos brincar, há dias enviou aqui dois senhores que começaram a fazer perguntas e nos ameaçaram", desvendou.
"Enviou-me uma mensagem no Facebook em que disse que matou a minha irmã por ela ter outros namorados e estes namorados é que estavam a estragar a relação dele. Precisamos de ajuda, queremos que ele seja apanhado", disse.
"O meu ex cunhado afirmou que a minha mana deu-lhe uma gravidez que não era dele, mas isso é mentira, porque a falecida morreu sem nenhuma gravidez", desmentiu.
O pai da falecida, António Miguel, de 60 anos, em poucas palavras apelou as autoridades que encontrem o assassino da sua filha.
"Ela é quem nos ajudava, foi sempre uma filha atenciosa com os país, quero que encontrem o assassino da minha filha e se faça justiça, só peço isso", apelou.
Este jornal contactou o comando municipal da Polícia dos Mulenvos, que confirmou ter tomado conhecimento do homicídio e assegurou que tudo está a ser feito no sentido de se localizar o infractor.










