Em Malanje: SIC e familiares com visões diferentes sobre moto-taxista de 26 anos assassinado com dois tiros no estômago
Um cidadão nacional que em vida respondia pelo nome de Fernando João Simão Major, de 26 anos de idade, natural da província de Malanje, moto-taxista, foi morto com dois tiros na região do estômago, na noite do dia 21 do mês corrente, quando saía de um óbito no bairro Vila Matilde, momentos depois de sair de casa com um amigo, Luís Armindo Teixeira (Figo), que se encontra foragido.
Por: Kihunga Bessa
Aos prantos, a irmã mais velha do malogrado, Cristina Major, disse a este Jornal que o facto ocorreu por volta das 22 horas, nas imediações da Capoeira, zona 8, do bairro em referência, quando um dos seus amigos foi à sua casa buscá-lo no intuito de lhe fazer companhia a um dos óbitos nos arredores.
Acrescentou que a esposa ainda tentou impedi-,lo, mas ele não deu ouvidos e saiu com o amigo, aproveitando a distracção da companheira.
Passados cinco minutos, a família ouviu um tiroteio e, de seguida, procurou perceber o que se passava. Por volta das duas horas de madrugada, a irmã recebeu um telefonema de um amigo que, por sinal, é tio do amigo com quem o irmão saiu, informando do ocorrência e pedindo a presença da família no piquete do SIC.
"Quando a família foi para lá, foi-lhe informada que havia uma confusão na rua e os efectivos da Polícia de Intervenção Rápida (PIR), ao passarem, efectuaram alguns disparos, dois dos quais atingiram o jovem, uma informação que não convenceu a família", disse.
Salientou que, desde aquele dia até à presente data, a família ainda não teve contacto com o corpo do seu ente-querido, pelo facto de estar a ser impedida pelos seguranças do hospital provincial de entrar na morgue onde se encontra o corpo da vítima, e deduzem que seja por orientações do SIC.
"Fomos à morgue para registrar o corpo, mas fomos impedidos de entrar pelos seguranças, parecendo que receberam orientações do SIC", informou.
Questionado sobre o comportamento do seu irmão, Cristina assume que o mesmo era "confusionista", mas, há dois anos, abandonou aquela vida e pôs-se a trabalhar numa empresa de segurança, e há dois meses, ele realizava serviços de moto-táxi.
O Na Mira do Crime contactou o porta-voz do SIC em Malanje, agente de 2ª Classe, Alexandre Cambolo, que desmente as acusações e afirma que diligências estão em curso para esclarecer o crime.










