Saiu de casa para procurar emprego: mulher de 23 anos encontrada morta, sem roupa e com sinais de espancamento numa obra abandonada no Lubango
Uma jovem de 23 anos de idade, que em vida respondia pelo nome Sayonara Nascimento, desaparecida no seio familiar desde quinta-feira, 18, foi encontrada morta no sábado, 20, numa obra situada no bairro do Nambambi, na cidade do Lubango, província da Huíla.
Por: Laurentino Tchatuvela (Huíla)
A irmã da vítima, Laurentina Diana, ao falar nesta segunda-feira, 22, ao jornal Na Mira do Crime, explicou que quando Sayonara saiu de casa, afirmou que iria trabalhar.
Contudo, sublinhou, não era esse o propósito concreto, já que a jovem trabalhava de forma intercalada, neste caso, na quarta-feira trabalhou até às 20h30, razão pela qual teve folga na quinta-feira.
De acordo com a irmã, por volta das 7horas do dia 18, Sayonara preparava-se para sair alegando que iria trabalhar, foi quando recebeu uma chamada telefónica, colocada em viva voz, na qual o interlocutor questionou se a mesma conhecia o Bate-Chapa.
"Ela respondeu afirmativamente e garantiu que, assim que chegasse ao local, desceria do táxi", recordou.
Laurentina acrescentou que, após o desaparecimento da irmã desde quinta-feira, na sexta e no sábado (19), a família ficou preocupada e deu participação no Comando da Polícia Nacional do Lubango, enquanto a mãe da jovem se dirigiu ao posto policial do Tchioco.
"Tentámos várias vezes ligar para o telefone dela, mas sem sucesso. No sábado, uma prima conseguiu contacto com ela e ela informou que se encontrava no bairro Nambambi, próximo a um rio, à procura de emprego, acrescentou que um amigo lhe havia prometido trabalho numa padaria de um cidadão Libanês, durante a chamada, a prima comentou que ouvia barulho de água, ao que Sayonara respondeu estar num rio muito bonito”, explicou.
No entanto, segundo disse Laurentina, numa segunda ligação feita pela mesma prima, já se ouviu ao fundo a voz de um homem ordenando que Sayonara desligasse o telefone, devido à insistência das chamadas.
“Suspeitamos que tenha sido morta por um amigo e não pelo cidadão Libanês que lhe havia prometido emprego. Pedimos encarecidamente à polícia que trabalhe arduamente para identificar os culpados e que a justiça seja feita”, apelou a irmã.
Ouvido pelo Na Mira do Crime, o comandante da Polícia Nacional no Lubango, superintendente-chefe Amadeu Ferreira, confirmou a morte da jovem mulher, salientando que os depoimentos colhidos indicam que a vítima ausentou-se da residência familiar quando pretendia procurar emprego.
Conforme descreveu o oficial da polícia, Amadeu Ferreira foi encontrada em posição de cúbito ventral, com ferimentos na região da nuca e no rosto, presumivelmente provocados por objecto contundente.
"Estava trajada com uma T-shirt branca, calça jeans azul e uma sabrina preta, mas sem roupa íntima. O exame externo ao corpo levantou a suspeita de que a jovem tenha sido espancada e agredida sexualmente", detalhou.
O corpo foi removido para a morgue do Hospital Central Dr. António Agostinho Neto, sob responsabilidade do Departamento de Medicina Legal.
O comandante reforçou que serão instaurados os competentes processos-crime e de investigação, de modo a esclarecer o caso e localizar os responsáveis.
Vale lembrar que a malograda trabalhava numa loja de um cidadão Libanês, próximo à pensão escola, a família recebeu a notícia do seu falecimento no domingo (21), através das autoridades policiais.
Residente no bairro do Tchioco, a vítima deixa uma criança de três anos de idade.










