Empresário dispara mortalmente contra o seu funcionário e ateia fogo na viatura para simular assalto
Marquês Dala Cassauca, de 36 anos de idade, residia na província de Luanda, município de Talatona, e terá sido assassinado pelo patrão, identificado por Almeida António André, que o terá atingido com um disparo de arma de fogo do tipo caçadeira, na província de Malanje. O corpo foi levado até a província do Cuanza Norte, onde seguidamente foi carbonizado no interior de uma viatura para simular assalto.
Por: Cambuta Vieira
Segundo relatos do irmão Jorge Dala, o crime ocorreu por volta das 19 horas do dia 15 de Setembro, num matagal situado no município de Caculo Cabaça, na província de Malanje.
A vítima, o patrão e o comparsa apenas identificado por José, participavam de uma actividade de caça, durante a qual, Almeida terá disparado mortalmente contra o seu funcionário que exercia a profissão de motorista.
"Após a morte do meu irmão, na companhia do seu comparsa, colocaram o corpo no porta-bagagem da viatura de cor branca, modelo Runner, e o levaram até a província do Cuanza Norte, concretamente no município de Ambaca, onde atearam fogo simulando que fosse um assalto", detalhou.
"Eles costumavam andar com bidões de combustível no carro, por essa razão, facilitou na carbonização do meu irmão, restando apenas o crânio e alguns ossos", chorou.
Almeida, por volta das 22 horas do mesmo dia, terá se dirigido até ao piquete do Serviço de Investigação Criminal daquele município e terá informado aos agentes do SIC que a caminho da caça, foram parados por uma viatura de marca Toyota, modelo, Land-Cruiser, pensando que fosse o SIC, mas quando desceu viu que eram assaltantes, munidos de arma de fogo do tipo pistola e AKM.
Disse ainda que, em companhia do seu cão e uma caçadeira ficou imobilizado, conversava com os meliantes, mas o meu irmão colocou-se em fuga, e os bandidos foram atrás dele e alvejaram-no mortalmente e depois atearam fogo na viatura, o que facilitou a fuga de Almeida para o capim.
No entanto, a polícia deslocou-se até ao local, tendo encontrado o acusado com todos os seus pertences e a chave do carro no bolso.
De imediato fez-se as deligências e o suspeito acabou por confessar o crime, na manhã seguinte, alegando que o disparo de arma de caçadeira foi acidental, e não tinha como ir a família explicar o ocorrido.
"Colocou o meu irmão na viatura e colocou fogo para se desfazer de todas às evidências", lamentou o nosso entrevistado.
Marquês Dala Cassauca foi a enterrar na manhã de sábado último, no município do Puri, província do Uíge, e deixa viúva e um casal de filhos menores.
Almeida António André é empresário, proprietário da empresa Nova-Geração, com sede na província do Uíge, onde possuí cabrités, mini mercados e uma rede de farmácia denominadas Paciência.
De relembrar que a vítima e o homicída tornaram-se grandes amigos desde o ano de 2018, e no ano de 2024, o homicída terá alugado uma residência no Uíge e convidou o malogrado e a sua família para que se mudassem até a província para facilitar o trabalho.
A direção provincial do SIC no Cuanza Norte realizou diligências, em coordenação com os departamentos municipais de Quiculungo e Ambaca, que permitiu desmontar a versão apresentada inicialmente pelos suspeitos e, confirmaram o envolvimento directo no homicídio.
Os detidos encontram-se sob custódia e serão presentes ao Ministério Público para os devidos trâmites legais.










