Município de Calumbo - Jovem de 19 anos acusado de matar amigo de 23 com blocos na cabeça depois de um convívio no Zango -01
Um cidadão que em vida atendia pelo nome Alexandre Venâncio, de 23 anos de idade, residente no Zango 1, rua da Deputada Dulce do MPLA, foi severamente espancado até à morte supostamente pelo seu amigo, identificado por Léo, de 19 anos de idade, já detido. O pai do acusado nega a acusação, enquanto outras fontes confirmam.
Por: Solange Figueira
Familiares contam que o facto ocorreu na passada quarta-feira, 08, quando a mãe do jovem Nuno, o falecido, pediu ao mesmo para que fosse ao ATM para tirar dinheiro para as compras.
Em função do tempo, o jovem disse à mãe que devia passar primeiro pelo colégio onde trabalhava como professor e dar aulas.
Depois de sair do serviço, cumpriu com o que prometeu a mãe e seguiu até ao ATM com o objectivo de tirar dinheiro.
No regresso, encontrou-se com o seu amigo Léo e, num mútuo acordo, os dois terão decidido, antes de irem para casa, passar por um bar para conviver.
Às duas horas da madrugada, o inesperado aconteceu. Na saída do bar, Léo e Bruno terão supostamente entrado numa discussão, trocaram ofensas verbais, o que motivou o acusado a supostamente agredir brutalmente o amigo com um bloco na cabeça, deixando-o inconsciente, tendo morrido dois dias depois no hospital do Zango 8 mil.
De acordo com o senhor Pedro Ferraz, pai do malogrado, o seu filho só estava a cumprir mais uma missão. "Quem mandou o meu filho ao ATM foi a minha mulher, porque confiávamos nele. Na quarta-feira, de manhã, a minha esposa ligou a dizer que três jovens foram bater à minha porta: duas mulheres e um rapaz, e avisaram que o meu filho tinha feito um acidente de motorizada e estava internado num posto médico próximo de casa", retransmitiu, sustentando que, no momento, entendeu que a história estava mal contada. Ele diz porquê: "Porque o meu filho era professor, não tinha motorizada, nem sabia conduzir".
Assustada, a sua esposa saiu da casa de banho e foi a correr até ao posto médico. "Só pelas fotografias que me enviaram dei conta que o meu filho tinha morrido no local onde foi agredido", precisou, afirmando que quando chegou à casa do suposto assassino; que, pelos vistos, já sabia da história, tentou ludibriar, quando contou que trabalha na viação e trânsito e ouviu que um jovem tinha acidentado de motorizada e está em estado grave.
No entanto, uma testemunha terá confirmado que o jovem tinha sido agredido até à morte, o que levou os pais deste a pedir justiça.
Os enfermeiros apenas disseram que a vítima deu entrada em estado crítico, o que fez com que o levassem a um hospital maior, no caso o Hospital do Zango, onde Nuno ficou apenas 2 dias internado e foi a óbito.
No entanto, os pais do malogrado explicaram que um amigo do acusado chegou à fala com suspeito acusado que confessou o crime.
"Disse que bateu nele várias vezes com um bloco", relatou.
Contam que Léo tem fama no bairro de malandro, confuso e burlador e que Nuno é a terceira vítima dele.
"Tenho 7 filhos, mas Nuno na qualidade primogénito era muito bom e me ajudava muito em casa", disse a mãe.
Os pais do malogrado acusam que o pai do Léo está a pagar as pessoas na rua para que não falem a verdade sobre o caso e tem estado a ameaçar os jovens que se dignarem a prestar declarações à polícia.
“O Senhor Dantas, pai de Léo, ameaçou-me. Estou a correr perigo a sair da esquadra e temo pela minha vida", revelou um jovem testemunha.
A nossa equipa de reportagem falou com o pai do acusado, Senhor Dantas da Silva, chefe do DIIP interino em Icolo e Bengo, que alega que a declaração feita pelo seu filho dá conta de que o jovem Nuno morreu em função de um acidente.
“Meu filho diz que eles eram cinco pessoas, duas moças e três rapazes, um dos rapazes era o dono da motorizada. Estavam no bar que fica atrás da rua, às 23 horas, e consumiram até às duas da madrugada. O malogrado pediu para ir comprar cabrité na Ferrari, tendo para o efeito pedido emprestado uma motorizada", disse.
Acrescentou que, de regresso, no Zango 1, ao lado da Maxi, por causa do excesso de velocidade, o jovem que morreu terá batido com a cabeça numa pedra.
“A polícia foi lá ver a pedra; esta é a informação que ele deu à polícia. Apontou o segurança, o dono da motorizada e as moças, como testemunhas”, observou.
"Eu levei o meu filho até à esquadra do Zango 1 e no mesmo dia prestou declarações e foi posto em liberdade", autenticou.
A nossa equipa de reportagem deslocou-se até à Esquadra do Zango -0 e foi informada que o acusado, já está detido.










