Bairro Augusto Ngangula: Morreu uma das três vítimas (18 anos) atingidas com disparo de arma de fogo efectuado por agente da polícia de Cacuaco “bêbado”
Morreu na manhã desta quarta -feira, 8, a cidadão que em vida atendia pelo nome Feliciana Inácio "Cátia", de 18 anos de idade, residente no bairro Augusto Ngangula, rua do Jeremias, comuna do Kicolo, município de Cacuaco, uma das três vítimas dos disparos de arma de fogo efectuados na noite de domingo, 05 do mês em curso, pelo agente da Polícia Nacional Cláudio Sábado "Sabadão", agente de segunda classe, destacado na esquadra do Bom Pastor em Cacuaco, quando se encontrava a trabalhar supostamente embriagado.
Por: Tânia Angola e Alfredo dos Santos Talamaku
A mãe da malograda, Rosalina Wandi, disse que os factos ocorreram quando os agentes da polícia encontravam-se a interpelar motorizadas e viaturas na via pública, na rua do Jeremias, imediações do Centro de Saúde das Trapas.
Segundo a nossa entrevistada, o agente terá efectuado os disparos contra um moto-taxista que transportava duas moças na motorizada e, ao ser abordado pelos agentes da polícia não obedeceu a ordem de paragem.
"O motoqueiro não parou, então como o polícia estava bêbado, começou a fazer tiros, uma das balas atingiu a minha filha pelas costas e saiu pelo abdómen", contou.
Acrescentou que a vítima foi socorrida para o Hospital Municipal de Cacuaco mas, devido a gravidade dos ferimentos, foi transferida para o Hospital do Sequele.
"Desde que ela deu entrada ao hospital, não fomos permitidos a lhe ver, estavam apenas a mentir que estava bem. Só consegui vê-la na terça-feira, às 15 horas, porque tive que fazer muita confusão, então permitiram-me entrar e descobri que eles estavam a mentir, a minha filha não estava nada bem", lamentou.
Na manhã do dia seguinte, quarta-feira, a família recebeu a informação por parte do corpo clínico que a paciente tinha ido a óbito.
"Às 6 horas mandaram-nos chamar e informaram que a Cátia tinha morrido", lagrimou.
A família avançou que mantiveram um encontro com o comandante municipal da Polícia em Cacuaco, que garantiu apoiar às despesas do óbito.
"O comandante municipal disse que a polícia assumirá todos os gastos do óbito, hoje mesmo já estão a ajudar a tratar os documentos. Mas garantiram que após o funeral teremos que seguir o processo, que já foi aberto no Serviço de Investigação Criminal", explicou o irmão da malograda.
Uma das moradoras da zona do Savedra, disse que o acusado é bastante conhecido na zona e não foi a primeira vez a efectuar disparos na referida rua.
"Ele trabalha bêbado e sempre faz tiros quando ficam na rua a cobrar dinheiro aos automobilistas e motoqueiros, a partir das 6 horas da manhã. Eles ficam ao longo da rua, desde as Trapas até às antigas bombas de combustível, em direcção ao Malueca. Neste momento estão ali próximo a escola da Lata a receber dinheiro das viaturas sem vergonha", indicou a senhora.










