Outra vez em Cacuaco: Cidadão de 18 anos assassinado com golpes de pá por se recusar a participar numa limpeza comunitária
Um cidadão nacional que em vida atendia pelo nome Carlino Maó Kaumbo, de 18 anos de idade, morador do bairro Augusto Ngangula, da rua dos Centenas, comuna do Kicolo, município de Cacuaco, morreu na manhã de sábado, dia 4, depois de ser agredido com uma pá na região das costelas, por um cidadão identificado por "Manuel Versace MV", pelo facto da vítima ter negado a participar numa limpeza comunitária no bairro.
Por: Tânia Angola e Alfredo dos Santos Talamaku
O acusado, por sinal amigo do irmão da vítima, encontrava-se a realizar limpeza de rua e terá mandado o jovem recolher o lixo para deitar.
O pai da vítima, António Kaumbo, disse ao Na Mira do Crime que o filho se recusou a deitar o lixo, alegando que estava doente.
"O Lino respondeu que não podia recolher o lixo porque estava doente, ele passou a noite com febre e estava com fraqueza", contou.
O nosso entrevistado avançou que o implicado terá se irritado com a resposta o que resultou numa troca de palavras entre ambos.
"Ele não gostou da resposta, sem pensar duas vezes, arremessou com a pá na região da costela e, de seguida, fez o segundo golpe que partiu uma das costelas do meu filho", explicou.
Segundo a irmã da vítima, Nicole, com as dores, o irmão dirigiu-se à casa e informou o ocorrido aos familiares.
"Estava a se queixar de dores e tinha dificuldades de respirar, depois perdeu os sentidos, então levamo-lo para um centro de saúde no bairro. Mais tarde foi socorrido para o Hospital Municipal de Cacuaco, onde minutos depois acabou por morrer", detalhou.
A família disse que após tomar conhecimento da morte, o acusado colocou-se em fuga.
"Na segunda-feira nos dirigimos ao comando municipal onde foi aberto o processo e a autópsia atesta que o menino morreu devido a uma hemorragia interna, provocada pelo arremesso de objecto contundente, a pá, no caso", repudiou a irmã.
Na tarde desta quinta-feira, 9, a família da vítima e a do acusado mantiveram um encontro para chegarem a um acordo sobre a logística do óbito.
"Prometeram assumir os gastos, mas a polícia deve trabalhar para prender o jovem que matou o meu filho", pediu o pai do malogrado.










