Foragido - Polícia embriagado assassina jovem de 17 anos na Maianga
Um jovem que em vida respondia pelo nome de William Carlos Borba, de 17 anos de idade, residente na pracinha do Banga-Sumo, bairro do Prenda, município da Maianga, foi assassinado com dois disparos, perpectrados por um suposto efectivo da polícia apenas conhecido por Tchu ou Bad China, que se encontrava em estado de embriaguez.
Por: Cambuta Vieira
Segundo relatos da mãe da vítima, Carina Afonso, no dia 11, saiu de casa às 17 horas, e foi abordado por um dos amigos que lhe encontrou na rua pedindo que fosse o acompanhar. "No período da madrugada recebi a informação de um outro amigo, segundo a qual ele foi baleado e estava a ser levado até à clínica do Prenda", relatou.
A mãe disse que, naquele instante, foi até à clínica do Prenda, para onde o filho foi levado pelos amigos, mas dada a gravidade dos ferimentos o seu filho morreu.
"Eu não conheço o senhor que assassinou o meu filho, não entendo o porquê do disparo à queima-roupa", lamentou, pedindo justiça.
Desde aquele fatídico dia, o agressor pôs-se em fuga e não há informações sobre a sua possível detenção.
Gelson Simão Narciso, amigo do malogrado, disse que, naquele dia, o assassino estava a fazer o uso de bebidas alcoólicas num dos bares, localizado no bairro, e apareceu um grupo de jovens a fazer confusão. De repente, sacou a arma e fez disparos. Ao todo, foram quatro disparos de arma de fogo, tendo acertado dois na região lombar de William", lamentou.
Nós, como amigos, ainda lhe socorremos até a clínica do Prenda, infelizmente não resistiu após 30 minutos da sua entrada. "Esse senhor é conhecido por Tchu ou Bad China, por ser suposto efectivo da polícia, colocado na esquadra junto ao hospital Neves Bendinha. Ele só anda armado, bate nas pessoas sem motivos", afirmou, sublinhando que ele gabava-se que podia matar pessoas e na lhe poderia acontecer.
Para além de William, Laurindo Augusto Simão, de 42 anos de idade, também foi atingido no braço por um tiro. Este afirmou que nesse dia, se encontrava na rua conversando com amigos e, de repente, viu um senhor embreagado a correr atrás das pessoas, fazendo disparos.
"Quando vi o sangue, eu avisei aos meus amigos que tinha sido atingido e levaram-me até à clínica do Prenda", contou.
Os populares contaram que depois dos disparos, o assassino e o seu amigo subiram numa motorizada e colocaram-se em fuga.
A equipa deste jornal manteve contacto via telemóvel com o porta-voz do Serviço de Investigação Criminal Fernando de Carvalho que garantiu pronunciar-se oportunamente.










