Elementos acusados de espancar jovem de 33 anos até à morte nos Mulenvos continuam a deambular pelas ruas, família do malogrado suspeita que estão a ser protegidos pelo facto de um ser filho de um suposto efectivo do SIC
Dois elementos, identificados por Adilson Sango "Mestre Parede" e Ezequiel de Carvalho "Leu", estão a ser acusados de terem espancado até à morte um cidadão, que em vida respondia pelo nome Romário Paulo, de 33 anos de idade, com arremesso de pedras e outros objectos contundentes, motivados supostamente por ciúmes, facto ocorrido no passado dia 22 de Setembro do ano em curso, no bairro Capalanga, município dos Mulenvos.
Por: Cambundo Caholua
Dorivaldo Bravo, irmão do malogrado, explicou ao Na Mira do Crime que tudo começou quando o infeliz interpelou uma jovem, precisamente na rua do hospital do Capalanga, sem ter dado conta que o namorado da mesma também estivesse naquele local.
Logo a seguir, disse, foi surpreendido por dois indivíduos, um deles identificou-se como sendo o namorado da mesma moça.
O malogrado, na tentativa de explicar, foi de imediato agredido sem piedade pelos suspeitos.
Dorivaldo contou que o irmão foi barbaramente espancado com pedras, garrafas e golpeado com cacos de garrafa, e, de seguida, os malfeitores colocaram-se em fuga.
A vítima foi socorrida para o hospital do Capalanga, mas devido a gravidade dos ferimentos acabou por morrer.
Os familiares, refere o irmão, estão revoltados com o Serviço de Investigação Criminal (SIC) da secção municipal dos Mulenvos, pelo facto deste órgão, segundo os mesmos, estar a abandonar e até ao momento não conseguir esclarecer o caso do processo que foi aberto com o nº 10926/25 MPB.
Vão mais longe, denunciando que os acusados têm sido vistos a deambular pelas ruas do bairro, sem que nada lhes aconteça, tudo porque, alegam, um dos suspeitos, no caso Adilson Sango, estar a gozar de protecção pelo facto do seu pai ser também efectivo do SIC colocado na província do Bengo.
"Até a data presente o SIC nos Mulenvos não fez nenhuma diligência, porque o pai de um dos acusados também é efectivo daquele órgão na província do Bengo", denunciou Dorivaldo.
"Ninguém até agora foi detido. Precisamos de ajuda para se fazer justiça à morte do nosso irmão", apelou.
Este jornal contactou o Porta-voz em exercício do Serviço de Investigação Criminal em Luanda, Inspector Emanuel Capita, que assegurou pronunciar-se nas próximas horas.










