Em Cacuaco - Jovem morre atropelado ao tentar retirar material ferroso de um camião basculante
Um cidadão nacional que em vida respondia pelo nome Josemar Lourenço, residente no bairro Augusto Ngangula, zona da WM, comuna do Kicolo, município de Cacuaco, morreu após ter sido atropelado por um camião basculante, no dia 26 de Outubro último, quando tentava retirar material ferroso da carroçaria do veículo.
Por: Alfredo dos Santos Talamaku
Os factos apontam que, nos últimos dias, várias pessoas se dirigem a um espaço próximo da Pumangol, que está a ser entulhado com resíduos de toda espécie, dentre eles o material ferroso.
O jovem K2, residente no bairro da Boa Esperança Central, no Kicolo, disse ao Na Mira do Crime que no momento em que os camiões chegam para depositar o entulho, as pessoas sobem nas carroçarias para retirar varões e leva-los às casas de pesagem.
"Daqui saem muitos feridos, mas o jovem morreu porque subiu para puxar um varão e ao descer, pisou no pneu do camião, escorregou, caiu e a roda de trás passou por cima dele, tendo morrido no local", contou.
O nosso entrevistado avançou que o espaço se tornou num lugar de negócio, principalmente para os donos de casas de material ferroso. "Levávamos os ferros às casas de pesagem, mas agora não precisamos; os donos dessas casas já montaram aqui as balanças”, disse, realçando que não é fácil conseguir tirar um ferro do camião.
Os ferros vêm com pedras grandes de muros partidos, e já viu muita gente a partir braços e pernas ou a cabeça. “Aqui está a sair dinheiro; eu consigo fazer 20 mil kwanzas por dia", revelou o jovem.
O senhor José Rui, avó da vítima, disse que o motorista do camião se encontra detido no Comando Municipal de Cacuaco e negociações estão a ser levadas a cabo para que a empresa possa ajudar na realização do óbito.
"O senhor está detido, temos que admitir que não há culpa, pois ele estava a trabalhar e o rapaz é que foi ao local, mas a empresa prometeu apoiar o óbito", disse o senhor.
Maria, moradora da rua 4 de Abril chamou à atenção das autoridades dado ao grau de perigo que representa às pessoas que recorrem ao local. "É admirável o modo como as pessoas enfrentam o perigo. Há relatos de muita gente a sair dai ferida e caso as autoridades não tomarem medidas precaucionais mais alguém poderá morrer", alertou.










