Jovem ‘tiktoker’ executada por jihadistas no Mali: acusaram-na de colaborar com o exército
"Levaram-na de mota até à praça da Independência de Tonka e fuzilaram-na. Eu estava no público”, relatou o irmão da vítima
Uma jovem ‘tiktoker’ maliana foi raptada na quinta-feira e executada em público na sexta-feira por jihadistas no norte do Mali, que a acusavam de filmá-los para entregar as imagens ao exército do país, confirmaram familiares, fontes de segurança e autoridades locais este domingo (9).
Mariam Cissé fazia publicações sobre a cidade de Tonka, na região de Tombuctu, na rede social TikTok, tendo mais de 90 mil seguidores, de acordo com a agência AFP.
Segundo o irmão, a jovem foi “detida na quinta-feira pelos jihadistas”, que a acusavam de informar as forças armadas sobre os seus movimentos.
“No dia seguinte, levaram-na de mota até à praça da Independência de Tonka e fuzilaram-na. Eu estava no público”, relatou o irmão da vítima.
A France Press escreve que uma fonte ligada às autoridades locais classificada este como “um ato ignóbil”.
O Mali, governado atualmente por uma junta militar, enfrenta desde 2012 uma grave crise de segurança marcada pela presença de grupos jihadistas ligados à Al-Qaeda e ao Estado Islâmico, além de conflitos comunitários e de uma crise económica profunda.
Nas últimas semanas, o Grupo de Apoio ao Islão e aos Muçulmanos (JNIM), ligado à Al-Qaeda, impôs um bloqueio às importações de combustível, afetando todo o país, até a capital Bamako, e agravando a situação do regime militar. O Estado foi obrigado a fechar escolas e inclusivamente a suspender colheitas em várias regiões.
Fonte: expresso











