Namorava com a mulher alheia: Jovem de 28 anos assassinado com tiro no peito no Zaire
Um cidadão nacional que em vida respondia pelo nome Clemente Manuel Daniel (Larga), de 28 anos de idade, morador no bairro Kimpaxi, município do Nzeto, província do Zaire, foi morto com tiro no peito na noite de sexta-feira, dia 7, por um suposto segurança de uma empresa privada, de nome André João Mateus, alegadamente por questões pessoais.
Por: Kihunga Bessa
Falando em exclusivo ao Na Mira do Crime, Almeida Ferraz, tio do malogrado, informou que o seu sobrinho exercia a atividade de moto-táxi naquele município, e o fato ocorreu por volta das 20 horas do referido dia, quando o acusado, ao se perceber que a sua mulher mantinha uma relação extraconjugal com a vítima, dirigiu-se ao local de trabalho deste para tirar satisfações.
“Ele vivia com a esposa há três anos, mas a relação não era saudável, porque a mulher ora saía de casa e ia para a família, onde se encontrava com a vítima. Ele foi apenas para conversar e tirar satisfações, mas, enfurecido, empunhou uma arma de fogo do tipo calçadeira e efetuou um disparo na região do peito do meu sobrinho”, disse.
Acrescentou que a vítima ainda foi socorrida para uma unidade hospitalar do Zaire, mas não resistiu aos ferimentos e acabou por morrer, tendo o autor do crime colocado-se em fuga.
Segundo o familiar, a situação está complicada pelo fato de maior parte dos parentes serem provenientes de diversos pontos do país, sobretudo na província de Luanda. Pretendiam realizar o funeral nesta terça-feira, dia 11, mas dizem-se impossibilitados e acusam a polícia de causar constrangimentos.
“Já sabemos as causas da morte. Visto que a situação econômica está difícil para as famílias, decidimos realizar o funeral o mais breve possível; inclusive já temos todas as condições criadas, mas o Serviço de Investigação Criminal (SIC) rejeita efetuar a entrega do corpo, alegando depender da PGR”, relatou.
A família clama por justiça, pedindo que o autor do crime seja capturado e responsabilizado criminalmente pelo ato cometido.
Importa referir que o malogrado deixa dois filhos, de dez e três anos de idade, e que a esposa se encontra em parte incerta após o incidente.
Este jornal contactou, via telefônica, o chefe do Departamento Provincial do SIC-Zaire, inspetor-chefe José Bernardo, para saber mais sobre o assunto. O responsável adiantou que o caso está entregue ao Ministério Público e que a perícia ainda não terminou, sendo necessário apurar alguns fatos. Devido ao fim de semana prolongado, o expediente ainda não teve apreciação do digno procurador, muito menos do juiz de garantias.
“Existem trâmites. Não é o SIC que tem de entregar o corpo. Nós estamos a fazer o nosso trabalho”, defendeu.
O oficial apelou à família que tenham paciência e calma.










