No Cazenga: Adolescente de 17 anos morre após ser atingido por disparos efectuados por supostos agentes da Polícia
Um cidadão nacional que em vida respondia pelo nome João Mfinda Maiombe, de 17 anos de idade, residente na rua do Angolano Vala, município do Cazenga, morreu na noite de segunda-feira, 10 , após ter sido alvejado por disparo de arma de fogo efectuado por supostos agentes da Polícia Nacional afectos ao Comando Municipal do Cazenga
Por: Alfredo dos Santos Talamaku
Em declarações ao Na Mira do Crime, uma das testemunhas, conhecida por Rafael, atesta que o facto ocorreu por volta das 22 horas e 50 minutos do dia acima citado, quando dois supostos agentes da Polícia apareceram na Rua do Angolano Vala, a bordo de uma motorizada, no intuito de apaziguar uma briga entre amigos que decorria naquele local.
“Tudo aconteceu ao lado do portão da casa deles. Ele saiu para comprar gelado e, tão logo regressou, surgiram os supostos agentes da Polícia, que efectuaram vários disparos para afugentar às pessoas, mas um dos tiros atingiu a vítima na região das costas”, relatou um amigo.
Acrescentou que, em acto contínuo, os supostos agentes da polícia aproximaram-se da vítima, que se encontrava estatelada no chão, e começaram a tocá-lo com os pés. Após notarem que a vítima clamava muito por socorro, proferiram ameaças de morte a quem se aproximasse.
“Quando ele começou a gritar que a perna estava pesada e que ia morrer, os polícias subiram na motorizada, despiram as fardas, ficaram de camisolas brancas e fugiram”, explicou o jovem.
Segundo a progenitora, Domingas, no momento da ocorrência encontrava-se em casa e terá ouvido os gritos das pessoas na rua, mencionando o nome do seu filho.
Avançou que, ao sair, encontrou o filho estendido no chão, a gritar.
Os amigos ainda o levaram para o Hospital da Somague, onde foi transferido para o Hospital Geral, mas não resistiu aos ferimentos e acabou por morrer.
Os familiares afirmam que o jovem nunca esteve ligado ao mundo do crime.
“Ainda que fosse, a Polícia não pode matar alguém indefeso pelas costas; eu exijo que se faça justiça, que assumam todos os gastos e respondam criminalmente”, clamou a mãe.
Este jornal contactou o porta-voz da Polícia em Luanda, o Superintendente-chefe Nestor Goubel, que prometeu pronunciar-se tão logo possível.










