Cazenga - Jovem de 18 anos que matou o próprio pai de 74 anos e enterrou o corpo no interior do quintal era filho único da vítima
Um jovem de 18 anos de idade, que responde pelo nome de Eliseu Fernando Francisco, residente na rua 8, no bairro da Comissão (Nzamba 1), município do Cazenga, terá assassinado o seu pai que respondia por Fernando Francisco "Man-Sebas", de 74 anos, no passado dia 02 do corrente mês, e enterrado o corpo no interior do quintal.
Por: Cambuta Vieira e Mário Cunha
Segundo relatos da neta (filha da sobrinha do malogrado), identificada por Teresa Lumbo, aperceberam-se do desaparecimento do seu avô no pretérito dia 02, por intermédio dos seus amigos e vizinhos que foram até ao mercado do Tunga-Ngó ter com a sua mãe, depois de serem informados pelo filho que Man-Sebas teria viajado para Malanje.
A família não acreditou na versão dada pelo filho, uma vez que em Malanje já não têm família. Naquele momento, começou a procura pelo ancião. Depois de três semanas, a família voltou a questionar o suposto assassino, mas este terá respondido que desconhecia o paradeiro do pai.
"Naquele momento, pôs-se em choros, jurando que não tinha nada a ver com o desaparecimento do pai, tendo a família acreditado, mais uma vez na sua inocência", frisou.
Fez-se as buscas nas morgues, cadeias e hospitais, mas sem sucesso. Por volta das 17 horas desta segunda-feira, 24, foram informados da triste notícia, depois que a polícia foi ao encontro da "minha mãe, na companhia dos seus amigos e irmãos da igreja":
"O meu avô estava enterrado no beco do quintal da sua casa com o corpo enrolado no cobertor", revelou.
Teresa Lumbo frisou que o assassino era filho único, mas não tinha boa relação com o pai; as brigas entre ambos eram constantes, principalmente quando o assassino fizesse o uso de estupefacientes e bebidas alcoólicas.
Hernani Luís, de 73 anos de idade, amigo e vizinho do malogrado, disse que tentou ligar para o número do seu amigo e o telemóvel foi atendido pelo acusado. Quando se deslocou até à casa do malogrado, viu o beco escavado, tendo questionado o acusado sobre as motivações da escavação, mas este terá respondido que era para enterrar nela algumas plantas, facto que terá chamado à atenção do inquiridor, que foi imediatamente informar à polícia.
"Já no interior do quintal, na presença da polícia, pegamos na picareta, enxada e pás, cavamos e encontramos panos, depois é que apareceu o corpo do nosso amigo enrolado no cobertor", contou aos choros.
Hernani Luís realçou que a acção foi premeditada pelo assassino e comparsas, dada a profundidade do buraco.
A polícia nacional garante apresentar formalmente o suposto assassino nos próximos dias, porque estão a ser feitas diligências para apurar a identidade de eventuais comparsas do assassinato.










