Polícia Nacional desmantela grupo de marginais que assaltam armazéns no Hoji-ya-Henda
O comando provincial de Luanda da Polícia Nacional, através do comando municipal do Hoji-ya-Henda, apresentou na manhã desta quarta-feira, 26, um grupo composto por mais de 10 elementos, implicados nos crimes de associação criminosa e furto qualificado.
Por: Cambuta Vieira
Nestor Goubel, Porta-voz da polícia em Luanda, frisou que os factos ocorreram por volta das duas horas, do dia 23 do mês em curso, depois de um trabalho árduo de investigação e inteligência policial, os efectivos da corporação do Hoji-ya-Henda, flagraram um grupo de marginais a subtrairem várias caixas de óculos no interior de um armazém, colocando em um veículo longo (camião) de marca Renault de cor branca, com a chapa de matrícula LBC 32-47.
O responsável disse que a mandante já está identificada e com mandado de detenção.
Trata-se de uma senhora que tem o objectivo de fazer essas encomendas. Ou seja, ela arranja os meliantes que vão assaltar, e a posteriori revende para outros cidadãos.
Nestor realçou que com os meliantes foram apreendidos 50 caixas de óculos de diversas marcas, alguns óculos graduados, outros sem graduações, bem como máquinas que servem para a graduação de óculos.
Por sua vez, Manuel Mandi Cabalanga, um dos meliantes, de 36 anos de idade, residente no município do Sequele, província de Icolo e Bengo, disse que, antes, era vendedor ambulante.
No dia 10, em plena venda, os fiscais levaram os seus produtos, sem saber o que fazer decidiu entrar para o mundo do crime, depois de ser convidado pelo seu amigo identificado por Januário.
"O Januário me ligou às 20 horas do dia 22, dizendo que deveríamos carregar o camião no armazém, estava tudo combinado com os guardas que estavam de serviço. Em troca do trabalho prestado, receberíamos 50 mil Kwanzas cada, o produto roubado seria levado até à senhora Aninhas", revelou.
Os comparsas de Manuel Mandi Cabalanga, identificados pelo NA MIRA DO CRIME, respondem por António do Rosário Contreiras, Jorge António, José Augusto Botelho, António Domingos Ferraz, Mendonça Francisco Morais, João Monteiro Paulo, Agostinho dos Santos Figueiredo, José Manuel, Constantino Tavares Barros, Gaspar Gonçalves Domingos.
Nestor Goubel realçou que por ser final do ano, nessa época, os assaltos em armazéns e as burlas tendem a aumentar, porque nessa altura começam a chegar também as mercadorias dos grandes armazéns. No entanto, há um plano bem direccionado no comando municipal do Hoji-ya-Henda, tendo em conta este tipo de crime e que o plano tem estado a resultar.









