Inferno nos Mulenvos: Mulher de 32 anos abusada sexualmente por marginais, foi esfaqueada, estrangulada, partido os braços e golpeada com bloco na cabeça
Uma cidadã nacional de 32 anos de idade, que em vida respondia pelo nome Branca Domingos Manuel "Bany", foi encontrada morta, na manhã do último domingo, 7, numa obra abandonada, com sinais de abuso sexual, agressão física, pescoço e braços partidos, com sinais de golpes de faca, e atingida com bloco na cabeça, nos arredores da zona Cuca-Cuca, no município dos Mulenvos.
Por: Cambundo Caholua
De acordo com o irmão da vítima, Manuel Camassa Napoleão, a família tomou conhecimento do caso através de uma ligação de um trabalhador da feira Cuca-Cuca, onde a mesma esteve a conviver com amigas e amigos.
De repente, contou, por volta da meia-noite a infeliz ausentou-se do local, e ainda despediu ao irmão, que também estava no mesmo local, mas sem dizer aonde ia.
"Logo a seguir, Bany deu um sinal ao meu irmão que também se encontrava na mesma feira, despendido que estava de saída", sublinhou.
Depois de algumas horas, uma das amigas, preocupada, dirigiu-se até a mesa onde estava o irmão da infeliz, para saber onde estava amiga, mas este respondeu que também não sabia.
Depois disso, o irmão foi à sua casa e, ao amanhecer, logo pelas 7 horas, a família foi surpreendida com uma chamada telefónica, e do outro lado da linha falava um dos funcionários da feira.
O mesmo reconheceu o corpo da jovem abandonado numa obra, extremamente maltratada.
"O corpo estava meio reconhecido, segundo as imagens parecia que foi arrastada e ela lutava muito, tanto que quebraram os braços dela, entortaram o pescoço e picaram duas vezes com faca na perna dela e, por último, deram-lhe com um bloco da cabeça", lamentou.
Acrescentou que às pessoas próximas ao local, disseram que a mesma gritou tanto por socorro, mas ninguém ajudou por medo.
Cassama disse também que três das amigas que estavam a conviver com a irmã encontram-se detidas, numa das esquadras da zona.
O Na Mira do Crime tentou contactar o Porta-voz do SIC em Luanda, Superintendente-chefe, Fernando Carvalho, mas sem sucesso.










