Chama-se João Baptista: cidadão levado de casa por elementos desconhecidos encontrado morto na vala do rio seco em cacuaco, família desconfia que causa da morte esteja ligada a uma discussão que teve dias antes com uma jovem
Um cidadão nacional que em vida respondia pelo nome António Benguela João Batista, de 27 anos de idade, residente na rua da Retranca, bairro da Pedreira, município de Cacuaco, foi encontrado morto na vala do rio seco, na quinta-feira, 4, depois de ter sido retirado de casa por indivíduos que se identificaram como efectivos do Serviço de Investigação Criminal (SIC).
Por: Alfredo dos Santos Talamaku
O corpo do cidadão foi encontrado nas primeiras horas da manhã por pessoas que circulavam na via pública.
Os familiares disseram ao Na Mira do Crime que na data da ocorrência, os indivíduos apareceram na residência da vítima por volta da 1 hora da madrugada.
"Bateram a porta e disseram que eram homens do SIC, mas o meu irmão não abriu a porta por desconfiar que fossem bandidos, então ele ligou para os familiares que vivem nos arredores. O pai tentou chegar a casa dele e deparou-se com uma viatura de marca Toyota, modelo Land Cruiser, de cor branca e, com medo, voltou", contou o irmão.
O entrevistado acrescentou que os indivíduos tentaram arrombar a porta de casa, mas não conseguiram, e momentos depois introduziram-se no interior de casa por via da janela da casa de banho.
"A esposa do meu irmão disse que assim que entraram começaram a fazer varias perguntas e vasculharam a casa toda. Ao se retirarem levaram 200 mil kwanzas, os telemóveis do casal, uma TV plasma e colocaram na viatura com o meu irmão", explicou.
"Ao sair fizeram disparos porque a minha mãe ficou em frente a viatura a pedir que não o levassem", acrescentou o entrevistado.
A família avançou que momentos depois dirigiram-se a Esquadra da Pedreira, onde foram orientados a voltar quando amanhecer.
"Enquanto nos preparávamos para voltar na Esquadra, apareceu um motoqueiro e avisou-nos que o António tinha sido encontrado morto na vala do rio seco dos Mulenvos, quando cheguei ao local, ele estava sem roupas, apenas com um calção curto e não tinha sinais de agressões, parece que foi morto por uma injeção", desconfiou.
O irmão avançou que a família desconfia que a morte da vítima esteja ligada a uma briga que teve com uma jovem, dias antes da sua morte.
"Na quarta-feira, dia 29 do mês passado, eu e o meu irmão tivemos uma briga com uma jovem na paragem da Retranca, o caso foi parar na esquadra da Pedreira. Dias depois alguns elementos do SIC apareceram a procura dele em casa, mas por não se encontrar levaram o outro meu irmão até a Esquadra da Pedreira, e exigiram 15 mil kwanzas para abafar o caso e ser solto ", explicou.
Sublinhou que, no dia em que o irmão foi levado, a esposa terá reconhecido um dos integrantes do grupo.
"A minha cunhada reconheceu o Cláudio, mas quando fomos a Esquadra, foram informados que ele trabalha ali, mas rejeitaram em dizer o departamento dele", acusou.
Até ao momento, a família disse não ter um processo aberto por estarem a encontrar barreiras.
"Fomos ao SIC mas nada foi feito porque o cartucho da impressora não estava em condições, mas não vamos nos deixar levar, assim que realizarmos o funeral daremos seguimento ao caso", prometeu o irmão.










