Moto-taxista "executado" com disparos de arma de fogo no abdómen por agente da Polícia quando regressava do trabalho
Um cidadão nacional que em vida respondia pelo nome, Sílvio dos Santos Alexandre, de 25 anos de idade, residente na rua Comandante Nzage, município do Kilamba Kiaxi, morreu na madrugada desta terça -feira, 23, vítima de disparos de arma de fogo, efectuado por um suposto agente da Polícia Nacional, afecto ao Comando Municipal do Kilamba Kiaxi.
Por: Alfredo dos Santos Talamaku
A vítima exercia a atividades de moto-táxi, na zona em que residia e, no dia dos factos, encontrava-se de regresso à casa com o seu irmão menor, após à actividade laboral.
O irmão da vítima avançou que eram por volta da 1 hora da madrugada, quando, durante o caminho terão se deparado com efectivos da polícia da Brigada motorizada e uma viatura patrulha da Polícia.
"Eles vinham com os faróis apagados, quando nos aproximamos acenderam as luzes e nos encandearam, eu fui com a minha motorizada a direita e ele foi a esquerda com a sua motorizada, mas o carro da polícia o apertou contra a parede, e ele caiu", contou o irmão.
"Assim que ele levantou-se, um dos agentes saltou do carro e sem mais nem menos fez quatro tiros no abdômen do meu irmão", explicou.
O nosso entrevistado disse que recorreu aos amigos a pedir ajuda, diante da situação, terão sido impedidos de se aproximarem do ferido que se encontrava estatelado no chão e a lutar pela vida.
"Em menos de 10 minutos eles colocaram o meu irmão no patrulheiro com a matrícula LD-46-84-HW, da Esqudra do Pia Marta, e saíram do local, eles pareciam estar embriagados. Um deles seguiu o carro com a própria motorizada do Silvio, eu e dois amigos meus seguimos, até ao Hospital Geral", sublinhou.
A irmã da vítima disse que o paciente foi submetido a intervenção cirúrgica, mas devido a quantidade de sangue perdido, horas depois foi à óbito.
"Eles chegaram a retirar o telemóvel dele do bolso e 15 mil Kwanzas, só devolveram porque tivemos que insistir com muita força dentro do comando municipal, porque eles se comportaram como marginais", repudiou.
A família disse que reuniram com o comandante municipal, que garantiu a prestação do apoio necessário para o óbito.
"Quanto ao agente que fez os disparos, o comandante disse que já se encontra detido e encaminhado ao Comando Províncial. Mas eles estão a protegê-lo, porque fomos com o número do processo, ( Proc/8092/25/MP. KK) ao Comando Províncial, mas disseram-nos não ter conhecimento do caso. Eles estão a proteger o colega deles, mas a justiça tem que ser feita; pedimos que as autoridades superiores que nos ajudem no caso, queremos justiça", exigiu a irmã.
A nossa reportagem contactou o Superintendente -chefe Nestor Goubel, Porta-voz do Comando Províncial da Polícia em Luanda, que prometeu tão logo possível pronunciar-se sobre o caso.
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