Cidadão Mauritaniano rapta e assassina o seu conterrâneo no huambo por causa de dinheiro, corpo foi conservado numa arca e jogado no rio Keve
O Serviço de Investigação Criminal (SIC), procedeu, na amanhã deste sábado, 27 na sua sede, em Cacuaco, o esclarecimentos sobre o caso de um cidadão Mauritaniano, de 42 anos, sequestrado e morto pelo seu conterrâneo, na província do Huambo, cujo corpo foi jogado no rio Keve.
Por: Alfredo dos Santos Talamaku
A vítima era comerciante e residia com a família, duas esposas e filhos, na província do Bié, e foi atraído pelo seu conterrâneo que propôs a venda de ouro, na província do Huambo.
Segundo o Superintendente -chefe, Manuel Halaiwa, ao chegar no estacionamento comercial, o cidadão foi imobilizado com fita cola nos membros superiores e inferiores, assim como na boca, e subtraíram os cartões multibanco dos bolsos, submetendo-o a tortura para que pudesse dizer os códigos dos cartões, situação que o terá levado a morte.
"A vítima foi colocada numa arca frigorífica, envolvida em uma caixa para parecer nova, transportaram o corpo e jogaram no rio Keve", informou.
Manuel Halaiwa avançou que o Serviço de Investigação Criminal através dos seus operacionais na província do Huambo, receberam a participação no dia 25 de Novembro sobre o desaparecimento do cidadão e, tão logo possível foi dispoletada acções que culminaram com a detenção de vários indivíduos.
"Foi primeiramente detido o cidadão Agindo Victor Sangombe, de 28 anos de idade, que se encontrava com o telemóvel da vítima, mas na altura da detenção, já havia vendido. Foi encontrado em sua posse uma vítima Land Cruiser de cor branca, com a matrícula LD-29-81- HM, tendo sido apurada que era falsa", explicou.
De acordo com as autoridades, a referida viatura já tinha registo no SIC, como furtada, meses antes, cujo proprietário era um cidadão da Mauritânia.
"Afirmou que o carro pertencia ao seu irmão, Vitorino Luís Sangombe. No mesmo dia, foi detido um cidadão da Mauritânia, com fortes suspeitas de envolvimento no roubo da mesma viatura, mas durante a sua detenção não estava ainda sob suspeita no envolvimento do desaparecimento do seu conterrâneo", sublinhou.
Em sequência investigativa, foi detido no dia 2 de Dezembro, no Kilamba Kiaxi, em Luanda, o cidadão Vitorino Luís Sangombe, com a viatura do cidadão desaparecido, com uma pasta contendo as vestes do cidadão mauritaniano desaparecido.
"Feito o cruzamento dos factos, no dia 3 de Dezembro foram detidos os cidadãos Florindo Lucas, de 29 anos de idade, e o Joaquim Domingues, de 30 anos de idade, funcionários do conterrâneo do infeliz, sendo que todos estes fazem parte do grupo que executou à vítima", sublinhou.
Manuel Halaiwa disse que, das investigações levadas a cabo pelo SIC, existem fortes evidências de que os detidos estejam envolvidos na morte do cidadão mauritaniano.
"Os cidadãos foram presentes ao Ministério Público que aplicou a medida mais gravosa, a prisão preventiva", sentenciou o Porta-voz.









