DIIP-Luanda desmantela quadrilha organizada especializada em furto de placas de viaturas que actuavam nas nas centralidades do Kilamba, Sequele, Vida Pacífica, Quilómetro 44 e na Centralidade do Dundo na província da Lunda-Norte
No âmbito da Operação Sentinela, em sequência investigativa, efectivos do Departamento de Investigação de Ilícitos Penais (DIIP), colocados na Esquadra 51, no município do Kilamba, desmantelaram uma quadrilha especializada em furto de placas de viaturas, e detiveram seis suspeitos. O grupo actuava principalmente nas centralidades do Kilamba, Sequele, Vida Pacífica, Quilómetro 44 e na Centralidade do Dundo, na província da Lunda-Norte.
Por: Carlos Quicuca
Segundo dados preliminares, a investigação teve o seu início na manhã do dia 30 de Dezembro de 2025, quando efectivos do DIIP e da Polícia Nacional, afectos à 1.ª Esquadra do Kilamba (vulgo 51), em cumprimento de um mandado de detenção no âmbito do processo n.º 3786/25-MP-KL, procederam à detenção de seis cidadãos, todos implicados no furto de dez placas electrónicas e acessórios de viaturas, tendo sido recuperadas quatro das 10 placas furtadas.
O Na Mira do Crime sabe que, entre os envolvidos constam o cidadão Neves de Manuel Mavundo, vulgo “NX”, de 25 anos de idade, apontado como líder do grupo, e os seus comparsas Coragem Samiasu, “Djuma”, de 33 anos de idade, residente no município de Viana.
As práticas criminosas estendiam-se a várias artérias da cidade de Luanda e às centralidades habitacionais.
Durante interrogatório preliminar, este jornal sabe que os implicados alegaram que, devido ao reforço policial registado nos últimos dias, foram obrigados a deslocar-se para a província da Lunda-Norte, no passado dia 28 de Dezembro de 2025.
Fonte junto ao processo dá conta que os suspeitos chegaram a comercializar cinco placas na Estalagem, em companhia de um comparsa identificado por “Pretinho”, igualmente apontado como um dos mandatários da rede.
Durante o interrogatório, os elementos revelaram que aprenderam a subtrair placas com um indivíduo conhecido por Delgado (já falecido), e terão assumido a prática reiterada de furtos de placas nos bairros da Maianga, Mutamba, Mártires, Cassenda e Kilamba, sendo esta última a zona de maior incidência.
Entre os compradores ou recrutadores foram referenciados cidadãos identificados por Dias, Amorinho, Muanza (também já falecido), Da Spiki e Macanai. As placas, segundo apurou o Na Mira do Crime, eram comercializadas no bairro Golf 2, sendo as viaturas mais visadas da marca Suzuki, modelo Express e Hyundai, modelo Grand i10.
Um dos detidos afirmou dedicar-se ao furto de acessórios de viaturas desde 2012, tendo já sido preso por duas vezes na Comarca de Viana, onde cumpriu penas de um ano e seis meses, respectivamente, pelo mesmo tipo de crime.
Ainda segundo a investigação, Macanai terá financiado a última deslocação do grupo na província da Lunda-Norte, com o valor de 50 mil kwanzas, tendo os suspeitos ficado hospedados numa unidade hoteleira local.
A nossa investigação sabe ainda que, cada placa era vendida ao preço de 120 mil kwanzas, independentemente da marca da viatura.
Refira-se que, há cerca de três meses, o principal implicado associou-se a Manuel Paixão, vulgo “Balack”, de 25 anos, residente no bairro que está por detrás do Coelho, rua da Gombaxi, no município de Viana, intensificando a actividade criminosa nas centralidades do Sequele e Kilamba.
O grupo deslocou-se igualmente às províncias do Huambo, Benguela, Cuanza-Sul e Lunda-Norte, onde terá subtraído mais de oitenta placas, tendo sido recuperadas quatro das últimas dez furtadas.
Em sequência investigativa, no âmbito do processo n.º 3786/25-MP-KL, e com a colaboração dos serviços de inteligência, nomeadamente o DIIP, BINFOP e SIC, apoiados pelas forças da ordem pública, foi realizada uma micro-operação que resultou na detenção em flagrante dos três últimos integrantes da quadrilha.
O Na Mira do Crime sabe que a detenção ocorreu após a confissão de Neves Manuel Mavundo, que revelou tratar-se de uma rede criminosa organizada, cujos integrantes são conhecidos por “Pretinho”, “Diaz”, “Amorinho”, “Macanai”, “Da Spiki”, “Coca-Cola”, “Meza”, “Pedrão” e “Praia”, residentes nos bairros Golf 1 e 2, Cassequel do Buraco e Viana, muitos deles proprietários de lojas de venda de acessórios de viaturas no mercado do Golf 2.
O grupo actuava com um modus operandi baseado no recrutamento, instrução, financiamento, transporte e alojamento dos executores, enviando-os para províncias com maior incidência de centralidades, nomeadamente Luanda, Icolo e Bengo, Benguela, Lobito, Catumbela, Huambo e Lunda-Norte.
Na província da Lunda-Norte foram subtraídas nove placas, posteriormente transportadas para Luanda, onde foram comercializadas ao preço unitário de 120 mil kwanzas.
As diligências prosseguem junto do Ministério Público para a emissão de novos mandados de detenção, com vista à captura dos restantes implicados, à recuperação das placas electrónicas furtadas em diversas províncias do país e à consequente responsabilização criminal dos envolvidos.
O Na Mira do Crime segue o caso milimetricamente









