Morto com tiro na cabeça: Corpo de jovem encontrado na Morgue Central após ser levado por supostos agentes da Polícia - dias antes teve uma briga com um agente da PNA que agora é o principal suspeito
Um cidadão nacional que em vida atendia pelo nome Lucas Dias Pedro, de 30 anos de idade, residente no bairro Capalanga, município dos Mulenvos, foi encontrado morto na Morgue Central de Luanda, no dia 30 de Dezembro de 2025, após ter sido levado a força em parte incerta, por quatro indivíduos quando se encontrava em convívio com os amigos, numa roulotte, no bairro Capalanga, município dos Mulenvos.
Por: Alfredo dos Santos Talamaku
O caso ocorreu na madrugada do dia em referência, na zona das roulotes da rua do Piaget. Segundo o jovem Paulo, irmão menor da vitima, no mês de Outubro de 2025, o malogrado teve uma briga com um suposto agente da polícia, identificado por João José Ananás.
"Ele trabalha em Cacuaco, parece que é do DIIP, fez muitas promessas de morte, dias depois invadiu a nossa casa de madrugada, com homens armados a procura do meu irmão, mas ele não estava em casa", contou.
O entrevistado disse que eram por volta das 2 horas da manhã, quando o acusado terá aparecido na zona das roulotes e se deparou com a vítima a conviver com os amigos.
"Ele apareceu com mais três pessoas mascaradas, mas o Ananás não estava mascarado e assim que chegou disse ao meu irmão: avisei que iria te apanhar, mas agora vamos te levar", contou o irmão.
Acrescentou que os acusados estavam a bordo de uma viatura de marca Toyota, modelo Land Cruiser, sem matrícula e terão efectuado vários disparos para afugentar os presentes no local, que tentaram impedir que a vítima fosse levada.
"Tentamos impedir, mas devido os tiros não conseguimos, então eles levaram o meu irmão. Depois fomos ao Comando Municipal dos Mulenvos para informar", explicou.
Diante da situação, os familiares explicaram que recorreram as esquadras e unidades hospitalares, mas não encontraram o jovem, e foi na Morgue Central de Luanda que encontraram o corpo da vítima, com sinais de agressão física.
"Há sinais de espancamento, o médico que fez a autópsia disse que há vestígios de bala na cabeça e, parece que depois dos disparos passaram com a roda do carro na cabeça. Encontramos também uma fita no corpo dele com a descrição Mulenvos'', lagrimou.
Quanto ao acusado, o jovem avançou que encontra-se foragido do bairro.
"Nós lhe conhecemos muito bem, não é a primeira vez que ele se envolve em situação de briga e morte, mas ele tem que pagar pelo que fez. Pedimos que a polícia investigue para ele responder pelo que fez", clamou o irmão.
O familiar pede ainda que o Serviço de Investigação Criminal trabalhe no caso e esclareça, porque o suspeito terá fugido de casa, "mas sabemos que trabalha em Cacuaco, por favor, queremos que se faça justiça", rogou o pai da vítima.
Contactado via telefónica pela nossa reportagem, o acusado, João José Ananás, disse não corresponder com a verdade as acusações que sobre ele recaem.
"Eu nunca mais estive no Capalanga e nem sei do caso, neste momento estou a conduzir e a qualquer momento ligarei para o senhor jornalista para conversarmos", respondeu o acusado na tarde de terça-feira, 06, e não mais voltou a ligar até a esta manhã do dia 07 de Janeiro de 2026 que a matéria é publicada.










