Província do Bengo: Menina de 13 anos acusada de matar bebê de três meses alegando tratar-se de ritual satánico
Na província do Bengo, município de Caxito, condomínio Bairro Social, no dia 17 do corrente, uma menina de 13 anos de idade, afilhada de um casal, terá supostamente assassinado um menino de três meses em obediência a um suposto "ritual satánico".
Por: Solange Figueira
A acusada apenas identificada por Lú, foi visitar os padrinhos que tinham ido trabalhar. De regresso à casa, a madrinha pôs o seu filho a dormir, despedindo a afilhada que iria à cantina comprar fraldas.
A acusada terá aproveitado os poucos minutos da ausência da mãe para bater a cabeça do bebê ao chão, provocando uma fractura craniana e sangramento, levando o menino a óbito.
De acordo com os pais do bebê, a adolescente identificada por Lú, frequenta a casa deles há dois anos, por ser alguém de uma família muito humilde. Tem merecido cuidados assinaláveis principalmente no pagamento das propinas e no fornecimento de alimentos.
"Por esta razão, a acusada tinha livre trânsito para entrar e sair da casa", enfatiza.
Na penúltima semana, quando a mesma apareceu na residência, encontrou apenas a trabalhadora doméstica a cuidar das crianças. Lú predispôs-se a ajudar a funcionária a cuidar apenas do bebê, aparentemente já com a intenção de cometer o acto bárbaro.
Segundo Domingos Chitanda, pai do bebê, tem duas meninas, e o malogrado era o seu único rapaz.
"Sou muito ligado aos meus filhos e antes de sair deixei o meu bebê bem, ainda beijei-o na testa.
Depois do sucedido, perguntamos à menina o que aconteceu, ela disse que não sabia. Porém, a minha mulher deixou o bebê na marquise dentro do mosquiteiro, a minha filha de 9 anos encontrou-o a sangrar pelas narinas, deitado no sofá", descreveu, afirmando ainda que o levaram ao hospital, mas já chegou morto.
O que a Lú disse, na óptica do pai do malogrado, foi algo assustador.
Asseverou que fez um pacto satánico com a bisavó dela; ouviu uma voz a obrigar a matar o bebê, e o matou.
"Segundo a menina, o alvo principal era a minha filha de cinco anos. Só que, o sangue dela era forte, e não a conseguiu matar. Por isso, foi à pessoa mais fraca e indefesa", denunciou.
Depois do sucedido, a mãe dela disse que, em casa, bate recorrentemente nos irmãos, por não gostar dos mais pequenos.
"Não estamos bem, psicologicamente e nem mentalmente, foi algo horrível ver meu filho a morrer. Minha mulher só quer sair desta casa, não consegue dormir, ela diz que não pode viver em uma casa em que o filho dela morreu", diz.
A autópsia diz que o crânio dele estava esmagado, ela partiu o crânio do bebê, ou seja, ele foi brutalmente assassinado.
O caso está na direcção do Serviço de Investigação do Bengo, ainda não temos o número de processo, apesar de termos realizado já o funeral na terça-feira desta semana.
Laurinda Basílio Pascoal, a mãe do bebê, conta que a acusada confessou aos pais dela e no SIC que matou o bebê, que fez um sacrifício satánico e ritual de feitiçaria.
"Estou horrorizada, meu filho era um bebê, um anjo de Deus indefeso. Eu fui à cantina, fiz apenas 5 minutos, ouvi logo a minha filha de 9 anos a gritar, que o bebê estava a sangrar", narra, considerando que a Lu a chamava de Mamã, nunca viu um desvio de caráter dela.
"Eu deixei o bebê na marquise, encontramos ele na sala, ela o matou na marquise, fez o ritual e depois o levou para a sala. Ela diz que estava a ouvir vozes do bisavó dela a dizer: mata! mata!
A nossa equipa de reportagem entrou em contacto com um dos familiares da adolescente acusada, falou com o irmão mais velho que se identificou por Augusto Domingos Dias dos Santos. O mesmo diz que a família tem conhecimento do falecimento do bebê.
"O caso está no SIC, não temos orientação de falar com ninguém, ainda que os pais nos pedirem para pagar alguma coisa ou encontrarem-se, connosco não podemos tomar uma atitude sem o SIC ter conhecimento. Isso já aconteceu no sábado, já passou, a família dos lesados e os acusados estão lúcidos sobre tudo que aconteceu, vamos esperar o SIC resolver", concluiu.










