Homicídio ou suicídio? Morte de banqueiro português em hotel de luxo em Maputo gera dúvidas
Pedro Ferraz Correia dos Reis foi encontrado no início da semana com vários cortes nas mãos, feridas no pescoço, numa coxa, no coração e nas costas. A polícia moçambicana afirmou tratar-se de um homicídio, mas o Serviço Nacional de Investigação Criminal alterou a versão.
O Ministério dos Negócios Estrangeiros português garante estar a acompanhar a estranha morte de um banqueiro português em Moçambique. Pedro Ferraz Correia dos Reis apareceu morto na casa de banho de um hotel em Maputo, no início da semana.
Com 56 anos, era administrador do banco BCI, o maior de Moçambique, com capitais do grupo português Caixa Geral de Depósitos e do BPI.
Foi encontrado no início da semana com vários cortes nas mãos, feridas no pescoço, numa coxa, no coração e nas costas, na casa de banho do Polana, o famoso hotel de luxo em Maputo, Moçambique.
Numa conferência de imprensa, o SERNIC, entidade equivalente à PJ, apresentou as conclusões da rápida investigação. Divulgou imagens captadas por câmaras de videovigilância, onde é possível ver o português numa loja a comprar duas facas, que as autoridades acreditam terem sido utilizadas pelo próprio para os cortes, e veneno para ratos.
Depois do pagamento, seguiu viagem até ao hotel.
Reunidas as várias peças, as imagens, o relatório médico-legal e as provas encontradas no local, o serviço de investigação criminal decidiu encerrar o caso.
No entanto, estas explicações estão a levantar dúvidas e levaram à criação de uma petição que soma já mais de seis mil assinaturas, para exigir a intervenção do Governo português para o apuramento da verdade.
À SIC, o ministério dos Negócios Estrangeiros garante apenas que está a acompanhar o caso e que mantém contacto com as autoridades moçambicanas e com a família do português.
Pedro Ferraz Correia era casado e tinha duas filhas.
C/ SIC NOTICIAS











